População chile

Chile Area and Population Density. Chile has a land mass of 756,096.3 square kilometers which equates to 291,930.4 square miles and makes it the 38th largest country in the world in terms of surface area alone.. However, some harsh geography, typified by the Andes mountain range, means that Chile is a relatively sparsely populated country. Chile ranks number 63 in the list of countries (and dependencies) by population. The population density in Chile is 26 per Km 2 (67 people per mi 2). The total land area is 743,532 Km2 (287,079 sq. miles) 84.8 % of the population is urban (16,205,574 people in 2020) The median age in Chile is 35.3 years. Chile, country situated along the western seaboard of South America. A long, narrow country, it extends approximately 2,700 miles and has an average width of just 110 miles. It is bounded on the north by Peru and Bolivia, on the east by Argentina, and on the west by the Pacific Ocean. Its capital is Santiago. Population Pyramids: Chile - 1980. Other indicators visualized on maps: (In English only, for now) Adolescent fertility rate (births per 1,000 women ages 15-19) I love chili rellenos and with poblano chilies, they are super good! I hope you enjoy this classic recipe, using poblano chilies! This chile pepper is often mislabeled 'Pasilla', which is a different pepper entirely.It is one of the most popular chiles in Mexico and has won the appreciation of many a chef worldwide because of the superior flavor it has over regular bell peppers. Currently, 84.8 % of the population of Chile is urban (16,070,807 people in 2019) Population Density The 2019 population density in Chile is 25 people per Km 2 (66 people per mi 2 ), calculated on a total land area of 743,532 Km2 (287,079 sq. miles). In 2019 the population of Chile was 18,337,000 and the average age increased from 25.6 in 1960 to 36.6. Urban population has increased from 13,137,110 (86.1%) in 2000 to 16,681,000 (90.3%) in the current year. The population density of Chile has changed from 15.2 in 1980 to 24.5 in 2018.

jornalzinho do dia resumidaço

2020.09.24 22:35 MyRealNamexd jornalzinho do dia resumidaço

📰 NEWS, Ano 2, Nº 585 🗞
🗺 Notícias do Brasil e do Mundo
🗓 Quinta-Feira, 24 de setembro de 2020
⏳ 268º dia do ano
🌖 Lua Crescente 49% de visibilidade

💭 Frase do dia: Lute com determinação, abrace a vida com paixão, perca com classe e vença com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante. - Augusto Branco

✅ Hoje é dia...
• da Conscientização Para a Eliminação das Armas Nucleares
• Marítimo
• do Mototaxista
• da Fundação da Honda

😇 Santos do dia:
• Nossa Senhora das Marcês
• São Gerardo Sagredo

🎂 Municípios aniversariantes:
Fonte: IBGE
• Cachoeira Alta-GO
• Catanhede-MA
• Coreaú-CE
• Mar de Espanha-MG
• Paraibano-MA
• Santa Mercedes-SP
• São Domingos do Maranhão-MA
• São José de Piranhas-PB
• São José de Ribamar-MA
• Tramandaí-RS
• Urupês-SP

🇧🇷 BRASIL GERAL 🇧🇷
😷 Brasil acumula 4,6 milhões de casos e 138,9 mil mortes por covid-19; Ainda de acordo com a atualização, 493.022 pessoas estão em acompanhamento e outras 3.992.886 já se recuperaram. As autoridades de saúde ainda investigam 2.422 mortes.
✍ Ministro da Economia diz que reforma deve ter tributos alternativos.
✍ Governo lança edital de projeto para reduzir letalidade infanto-juvenil.
✍ Governo e líderes decidem apoiar derrubada de veto à desoneração da folha de empresas.
✍ Governo recorre de decisão que suspende convocação de peritos do INSS.
✍ Presidente Bolsonaro dará palestra para cadetes nesta quinta no Rio.
✒ Eduardo e Flávio Bolsonaro visitam aldeia em Manaus-AM.
✒ Líder diz que base de Bolsonaro no Congresso vai construir alternativa para o Renda Brasil.
✒ Não há 'ambiente político' para discutir nova CPMF, diz presidente da comissão da reforma tributária.
✒ Senado aprova três indicados de Bolsonaro para cargo de ministro do Superior Tribunal Militar.
✒ Alcolumbre diz ver 'sentimento grande' pela derrubada do veto à desoneração da folha.
✒ Senadores da Comissão do Pantanal aprovam cronograma de trabalho.
✒ Câmara instala comissão para reformar Lei da Lavagem de Dinheiro.
⚖ Gilmar Mendes suspende ação contra Alexandre Baldy.
⚖ STF mantém contribuição sobre a folha de pagamentos para o Sebrae.
⚖ TRT propõe aplicação de layoff e reversão de demissões na Embraer.
⚖ Defesa de Flordelis pede ao STF que suspenda ordem sobre uso de tornozeleira eletrônica.
⚖ MP denuncia Alexandre Frota por falsidade ideológica em alteração societária de empresa de publicidade em São Paulo.
⚖ TCU aprova auditoria para apurar falhas na fabricação e distribuição de soro antiofídico.
⚖ Defesa de Witzel volta a pedir suspensão de processo de impeachment ao STF.
⚖ Marco Aurélio envia a plenário virtual recurso de Bolsonaro para prestar depoimento por escrito.
⚖ PDT pede ao Supremo que mande Bolsonaro explicar falas na ONU sobre Amazônia e Pantanal.
⚖ MPF pede que Justiça Federal no DF decida sobre pedido de afastamento do ministro Ricardo Salles.
⚖ STF decide se Brasil pode julgar Alemanha por barco afundado por nazistas.
⚖ Volkswagen faz acordo com MPF para reparar violações dos direitos humanos durante a ditadura.
⚖ Nova fase da Lava Jato investiga se fornecedora da Petrobras pagou US$ 40 milhões em propina por contrato de US$ 2,7 bilhões.
⚖ Operação da PF apura desvios no SUS de mais de R$ 2 milhões.
⚖ PF cumpre mandados na 75ª fase da Operação Lava Jato.
📌 INSS vai aumentar capacidade de atendimento da Central 135.
📌 Enem: estudantes têm até 1º de outubro para inserir foto no cadastro.
📌 Refugiados venezuelanos podem contribuir para desenvolvimento do país.
📌 Bombeiros da Força Nacional vão combater incêndios em Mato Grosso.
📌 Promoção em massa leva 606 procuradores da AGU ao topo da carreira com salário de R$ 27 mil.
🍀 Loteria: Mega-Sena, concurso 2.302: ninguém acerta as seis dezenas e prêmio acumula em R$ 50 milhões; As dezenas sorteadas: 18 - 22 - 25 - 27 - 43 - 44.

🇧🇷 BRASIL REGIONAIS 🇧🇷
🔖 Polícia do Rio faz operação contra quadrilha que frauda bilhete único.
🔖 Alerj aprova admissão de impeachment de Witzel por unanimidade.
🔖 Câmara rejeita pedido de cassação do prefeito de Cubatão-SP.
🔖 Parque Estadual do Ibitipoca-MG reabre para visitação no dia 30 de setembro.
🔖 Fernando de Noronha vai reabrir turismo a partir de 10 de outubro.
🚒 Carretas se chocam e derramam etanol e nitrogênio na rodovia Anchieta em Cubatão-SP.
🚒 Homem cai de laje e é resgatado pelo Águia em Campos do Jordão-SP.
🚒 Carreta tomba e derrama 26 mil litros de combustível na BR-406 em Gonçalo do Amarante-RN.
🚓 Pastor é preso após abusar de menina de 13 anos em Brasília.
🚓 Polícia Federal apreende quase 750 kg de cocaína que seriam levados ao Porto de Santos-SP.
🚓 Elias Maluco morreu por asfixia mecânica, diz atestado de óbito.
🚓 Suspeito de homicídio no Ceará é preso em Santos-SP após postar foto nas redes sociais.
🚓 Pastor é preso após quatro acusações de abuso sexual contra jovens de igreja em Peruíbe-SP.
🚓 Mulher internada para fazer cirurgia some de hospital e é achada morta no Rio de Janeiro.
🐾 Onça-pintada ferida em incêndios no Pantanal é tratada com células-tronco e se recupera.
🐾 Duas aves ameaçadas de extinção são vistas em área de represa entre os municípios de Fronteira-MG e Icém-SP.
☔ Chuva no Rio de Janeiro em um dia supera média do mês.
☀ Setembro termina quente e outubro começa um forno no Brasil.

🗳 ELEIÇÕES 2020 📩
🔰 Ministro Barroso pede que partidos façam campanha contra notícias falsas.
🔰 Capitais têm mais de 24 mil candidatos a vereador aprovados em convenções; nº de registrados deve ser recorde.
🔰 Em reunião, presidentes de partidos criticam cota para negros já em 2020.
🔰 Mesmo com recorde de candidatos a vereador, percentual de mulheres concorrendo não aumenta nas capitais e segue próximo do obrigatório por lei.
🔰 Partido Novo suspende Filipe Sabará e determina interrupção de sua pré-campanha à Prefeitura de SP.
📊 Pesquisa Datafolha: Russomanno lidera disputa para prefeito de SP com 29%, e Covas tem 20%.

🌎 INTERNACIONAL 🌍
🇫🇷 Torre Eiffel é esvaziada em Paris; Não há confirmação se o esvaziamento ocorreu após uma ameaça de bomba, como informaram alguns veículos de comunicação.
🇨🇳 China promete "neutralidade carbônica" até 2060.
🇫🇷 França tem mais de 10 mil novos casos de covid-19 em um dia.
🇺🇸 Celebração do Ano Novo na Times Square, em Nova York, será virtual.
🇪🇺 UE apresenta novo Pacto sobre Imigração e promete reforçar controles das fronteiras.
🇺🇸 Policial envolvido em morte de Breonna Taylor responderá por colocar vizinhos em perigo, decide júri dos EUA; Milhares protestam após decisão.
🇪🇸 Madri pede mais médicos e policiais em meio a aumento de casos de coronavírus.
🇺🇸 Biden conquista apoio de viúva de McCain, e Trump faz comício na Pensilvânia.
🇺🇳 Recorde de frio no Hemisfério Norte, com -69,6°C, é divulgado 28 anos depois do registro.
🇸🇦 Peregrinação muçulmana a Meca será retomada em outubro.
🇧🇾 Lukashenko presta juramento em cerimônia secreta em Belarus.
🇦🇺 Ao menos 380 baleias morrem encalhadas no sul da Austrália.
🇺🇸 Trump diz acreditar que eleições de 2020 vão acabar na Suprema Corte.

💰 ECONOMIA 💲
💰 Ibovespa fecha em queda e vai ao menor patamar desde junho com exterior; dólar sobe a R$ 5,58.
💰 Federação de Bancos alerta para aumento de fraudes durante a pandemia.
💰 Mais de 1,2 mil municípios aderiram ao sistema de compras do governo.
💰 ANP realiza mais de 7,4 mil fiscalizações no semestre.
💰 Contas externas têm saldo positivo de US$ 3,7 bilhões.
💰 Desemprego subiu 27,6% em quatro meses de pandemia.
💰 Pandemia reduz em um décimo renda mundial obtida com trabalho, diz OIT.
💰 Indústria da construção mostra sinais de recuperação, diz CNI.
💰 Prévia da inflação em setembro fica em 0,45%, diz IBGE.
💰 Caixa paga auxílio de R$ 300 para beneficiários do Bolsa Família.
💰 Com superávit de US$ 3,7 bilhões em agosto, contas externas têm saldo positivo pelo 5º mês seguido.
💰 Em meio à pandemia, gasto de brasileiros no exterior em agosto é o menor para o mês em 16 anos.
💰 Cenário segue desafiador para setor hoteleiro, mas turismo de lazer já se recuperou, dizem especialistas.
💰 Custos industriais caem 1,5% no segundo trimestre.
💰 Itaúsa planeja ir às compras e comprar negócios de até R$ 2 bilhões, diz Setubal.
💰 Ações de bancos caem até 3%; Petrobras tem baixa e Vale sobe 2% apesar de commodities, enquanto Localiza, Unidas e IRB disparam.
💰 Coworkings serão alternativas para flexibilidade do trabalho no futuro, diz head da WeWork.
💰 Membros do Fed prometem manter juro perto de zero e pedem mais ajuda fiscal.
💰 Magazine Luiza é a varejista mais admirada do país, segundo ranking Ibevar-Fia.
📊 Indicadores:
🏦 Ibovespa 95734 pontos 📉
💵 Dólar Australiano R$ 3,952 📈
💵 Dólar Canadense R$ 4,176 📈
💵 Dólar Comercial R$ 5,586 📉
💵 Dólar Turismo R$ 5,88 📈
💶 Euro R$ 6,459 📈
💷 Libra R$ 7,086 📈
💸 Bitcoin R$ 58.002,34 📈
🔶 Ouro (g) R$ 334,05
⚪ Prata (g) R$ 3,9986
⛏ Minério de Ferro 62% US$ 125,73
⛽ Petróleo Brent (barril) R$ 232,13
🐂 Boi (@) R$ 254,20
🎋 Açúcar Cristal (saca) R$ 86,77
💨 Algodão-MT (@) R$ 98,06
☕ Café (saca) R$ 534,51
🌽 Milho (saca) R$ 000
🥚 Ovo (dúzia) R$ 000
🥜 Soja (saca) R$ 143,56
🥖 Trigo-PR (t) R$ 1.152,74
💰 IGP-M a.m. ago/20 2,74%
💰 IGP-M a.a. 2020 9,64%
💰 IGP-M acum. 12m 13,02%
💰 IPCA a.m. ago/20 0,24%
💰 IPCA a.a. 2020 0,70%
💰 IPCA acum. 12m 2,44%
💰 Poupança 0,12% a.m.
💰 Selic 2% a.a.
💰 CDI a.m. ago/20 0,16%
💰 CDI a.a. 2020 2,11%
💰 CDI acum. 12m 3,84%
💰 INCC a.m. ago/20 0,72%
💰 INCC a.a. 2020 3,67%
💰 INCC acum. 12m 4,60%

💓 SAÚDE, CIÊNCIA & TECNOLOGIA 🔬
💓 Médicos creem em revolução no tratamento de câncer em menos de 30 anos.
💓 Covid-19: estudo com 50 mil pessoas aponta segurança da vacina chinesa.
💓 SUS abre consulta pública sobre uso de medicamento para o coração.
🔭 Nasa anuncia programa para levar primeira mulher à Lua em 2024.
🔭 Asteroide chegará mais perto da Terra do que satélites de TV e meteorológicos.
🖱 Facebook elimina contas chinesas falsas com conteúdo relacionado às eleições americanas.
🖱 Facebook, YouTube e Twitter firmam acordo com anunciantes para combater discurso de ódio.
🖱 Pré-cadastro do sistema de pagamentos PIX vira isca para golpes na internet, alerta empresa.
🖱 Instagram Reels, concorrente do TikTok, amplia duração dos vídeos para 30 segundos.
🖱 Jeff Bezos, fundador da Amazon, anuncia escola gratuita de linha montessoriana para crianças pobres.
🖱 TikTok vai à Justiça para tentar evitar bloqueio de downloads nos EUA a partir do próximo domingo.
🖱 Firefox para Android podia ser manipulado na rede Wi-Fi para abrir sites 'sozinho'.
🖱 YouTube lança portal para explicar como sua plataforma funciona.
📊 Somente 1% de adolescentes do sexo masculino vai ao médico; Pesquisa foi feita com 267 estudantes de escolas públicas e privadas de 12 estados brasileiros de ambos os sexos, sendo 170 meninos e 87 meninas.

🏆 ESPORTES 🏆
⚽ Governo de SP mantém jogos de futebol sem público nos estádios.
⚽ Tóquio exigirá testes de covid-19 para atletas, mas não quarentena.
⚽ Observador do Olympique, Jamelli aprova Luis Henrique e segue com a mira para o mercado brasileiro.
⚽ Thiago Mendes reencontra bombeiro e policial que o socorreram em acidente de trânsito em Lyon.
⚽ Palmeiras avança em negociação para venda de Vitor Hugo a clube da Turquia.
⚽ Fifa concede registro provisório de Lucas Fasson, do São Paulo, ao La Serena, do Chile.
⚽ Ex-técnico do Atlético-AC denuncia tentativa de suborno para perder jogo e cita atleta do elenco.
⚽ Justiça dá mais dois meses para Caixa e Corinthians chegarem a acordo por dívida da Arena.
⚽ Com surto de coronavírus, Al Hilal não tem mínimo de jogadores e é excluído da Champions asiática.
⚽ Cazares está em São Paulo para realizar exames médicos e assinar com o Corinthians.
⚽ Lewandowski, Neuer e De Bruyne são os finalistas ao prêmio de melhor jogador da Europa.
⚽ Elias comunica ao Santos que não fica no clube e encaminha acerto com o Bahia.
⚽ Com R$ 110 bi, Faiq Bolkiah, o jogador mais rico do planeta assina com time da ilha de CR7.
⚽ Conmebol muda horário de Peru x Brasil das Eliminatórias por toque de recolher.
⚽ Luis Suárez é novo jogador do Atlético de Madrid.
⚽ Brasileirão: Na estreia de Thiago Neves, Sport vence o Corinthians com gol de pênalti (1x0).
⚽ Maranhense: Sampaio e Moto empatam no primeiro jogo da final (0X0).
⚽ Inglês: Na estreia de Thiago Silva, Chelsea goleia o Barnsley com hat-trick de Havertz e avança (6X0).
⚽ Brasileiro Feminino: Corinthians vence Iranduba fora de casa e lidera (2x0).
⚽ Libertadores: Com gol de Pepê, Grêmio vence o Inter no Beira-Rio e chega a 10 Gre-Nais de invencibilidade (1x0); Com dois gols contra, Athletico vence o Colo-Colo e assume a liderança do Grupo C (2x0); Palmeiras empata com Guaraní e adia classificação às oitavas (0x0); Junior Barranquilla goleia o Del Valle de virada (4x1).
⚽ Copa do Brasil: Ceará goleia Brusque e está nas oitavas de final (5x1); Botafogo segura o Vasco em São Januário e garante vaga nas oitavas (0x0).
🏀 Basquete: Calouro Tyler Herro assombra os Celtics, Heat vence jogo emocionante e abre 3 a 1 na série final do Leste.
🎾 Tênis: Luisa Stefani se garante na semifinal do WTA de Estrasburgo; Marcelo Melo faz 37 anos e comemora com vaga para as quartas de final em Hamburgo.
🏁 Fórmula 1: Projeto mostra uniformes de equipes como se fossem times de futebol.
🏈 Futebol Americano: Astro do Los Angeles Chargers tem pulmão perfurado por médico antes de jogo da NFL.
🏄 Surfe: Campeão mundial Ítalo Ferreira vence competição na França.
🎮 eSport: FIFA 21 será lançado com 17 times brasileiros e o genérico Oceânico FC.

⛪ DAS RELIGIÕES 🕌
🛐 Gospel Waguinho lança EP com participação de Ferrugem, Cristina Mel e Willian Nascimento - Samba na Harpa.
🛐 Gospel Pedro Henrique divulga novo single - O Meu Clamor.
🛐 Missionários dekasseguis: como imigrantes brasileiros espalham o Evangelho no Japão.
🛐 Papa Francisco: o princípio de subsidiariedade dá esperança num futuro mais saudável e justo.
🛐 Nomeação do Papa: diocese de Rubiataba-Mozarlândia, em Goiás, tem novo bispo.
🛐 “Eutanásia é crime contra a vida”, afirma Vaticano.

🎭 ARTE & FAMA 🌟
🎙 BTS faz discurso na Assembleia Geral da ONU.
🎙 Safadão acusa Mileide de expor o filho a festa de Halloween 'inapropriada'.
🎙 Turnê de Michael Bublê tem novas datas confirmadas para o Brasil.
🎙 Tim Bernardes canta em português no quarto álbum da banda norte-americana Fleet Foxes.
🎙 Silva lança single com gravação de canção de Gilberto Gil ouvida na voz de Gal Costa.
🎙 Aretha Marcos, filha de Vanusa, se emociona ao gravar vídeo em homenagem à cantora.
🌟 Amanda Kloots, viúva de Nick Cordero, faz vaso de cerâmica com cinzas de ator.
🌟 Anderson Di Rizzi sofre acidente doméstico.
🌟 Felipe Neto está na lista dos mais influentes da Time junto com Bolsonaro.
📺 "Sob Pressão: Plantão Covid" estreia dia 6 de outubro.
📺 'Esquadrão Suicida': Peacemaker vai ganhar um spin-off de oito episódios.
📺 Fãs pedem Rowan Atkinson como Hitler em 6ª temporada de 'Peaky Blinders'.
📺 'Supergirl': série vai terminar na 6ª temporada.
📺 SBT com Palmeiras perde novamente para Globo com Corinthians e "A Fazenda.
📺 A Fazenda: JP Gadêlha, Lidi Lisboa e Luiza Ambiel estão na segunda roça.
🎞 Disney altera data de lançamento de 'Viúva Negra' e mais outras produções.

🖤 MORTES 🖤
✝ Gerson King Combo, considerado o Rei do Soul no Brasil, de complicações diabéticas, aos 76 anos
✝ Juliette Gréco, ícone da música francesa, aos 93 anos.

📱 LIVES DE HOJE: 🎼
• Thurston Moore – 16h (Site oficial)
• Noca da Portela – 19h (YouTube)
• Dua Lipa – 19h (YouTube)
• Sylvan Esso – 19h (YouTube)
• Vitão – 20h (YouTube)
• Onze:20 – 20h (YouTube)
• Sandro DJ (Funk em casa) – 20h (YouTube)
• André Moraes – 22h (Aplicativo BeApp)
• Clap Your Hands Say Yeah – 22h (Twitch)
• Teresa Cristina - 22h (Instagram)

🔎 #FAKENEWS: Não é verdade que Filha (Lolita, de 26 anos) se casou com a mãe (Loreta, de 44 anos) na África do Sul. Fonte: Boatos..org

🛳 TURISMO ✈️
🎒 Conheça Itajaí-SC: Fazendo parte do Vale Europeu, na foz do Rio Itajaí-açu, no litoral catarinense, Itajaí tem o segundo maior produto interno bruto do estado e a maior renda per capita do estado. Colonos portugueses vindos da Ilha da Madeira e dos Açores instalaram-se na região. A partir da década de 70, Itajaí passou por um processo de dinamização de sua economia. Hoje, possui o principal porto de Santa Catarina, que também é o maior exportador de frios do Brasil. Grandes empresas multinacionais e brasileiras instalaram-se na cidade. No Turismo as praias, entre elas Molhes, Atalaia, Jeremias, Cabeçudas, Morcego, Solidão, Brava e Amores. Ampla área rural e belas paisagens naturais, com uma rica herança cultural de imigrantes alemães, italianos e portugueses. Itajaí também considerado um templo da música eletrônica no Brasil. É por onde passam os melhores DJs do planeta e acontecem as melhores festas do verão catarinense. A praia Brava também é um ponto importante para os amantes do voo livre e do surfe, inclusive a praia recebeu uma etapa do WQS, a divisão de acesso do surfe internacional. Itajaí possui um píer para navio de passageiros que serve de ponto de apoio no litoral de Santa Catarina, alfandegado, dotado de infraestrutura adequada e exclusiva para recepção de embarcação de grande porte, voltado aos cruzeiros marítimos de lazer. Sua estrutura para atracação de navios, conta com cinco Dolfins (dois de amarração e três de atracação), dez metros de calado, 220 metros de plataforma do cais, 945 metros de plataforma em concreto. O destaque é a Marejada, festa portuguesa e do pescado, é a principal festa municipal, mostrando atrações relativas ao mar e ao Açores, que acontece todos os anos durante o mês de Outubro, com uma duração geralmente entre sete e quatorze dias. É a maior festa portuguesa e do pescado do Brasil, Itajaí também é sede do Clube Náutico Marcílio Dias, agremiação esportiva de futebol e remo. Fonte: Guia do Turismo Brasil

📚 FIQUE SABENDO...
...Qual a espessura de uma folha de caderno?
⁉️ De acordo com Silney Szyszko, da Votorantin Celulose e Papel, uma folha de caderno tem a espessura aproximada de 0,074 milímetros. “No entanto, os papéis em geral são avaliados de acordo com sua gramatura, que é seu peso por metro quadrado”, explica. No caso da folha de caderno, ele diz que a gramatura costuma ser de 56, ou seja, seu metro quadrado pesa 56 gramas. Fonte: O Guia dos Curiosos

🎥 CINE DICAS 🍿
☑ O Preço do Amanhã, 2011, Ficção científica. 1h49m. Class.:12anos.
☑ Direção: Andrew Niccol. (O senhor das armas, 2005).
🎬 Num futuro não tão distante, a população mundial trabalha e luta exclusivamente por tempo. Will Salas (Justin Timberlake. Alpha dog, 2006) encontra um desconhecido que lhe doa 1 século, por um! Por um descuido de tempo, Will perde sua mãe, fazendo com que lute contra o sistema que tira tempo dos pobres em benefício dos ricos.

📲 MOMENTO TECH 🖥️
Quem não gosta de ouvir uma música, hein?
⌨️ Pode ser para focar no trabalho ou na hora do treino da academia, hoje em dia é muito mais fácil e prático para você ouvir suas músicas preferidas. Segue uma lista dos serviços mais conhecidos: Tidal, Spotify, YouTube Music, Deezer. Esqueci de falar, algumas operadoras já incluem esses serviços no seu plano de celular e você nem utiliza!

📖 BÍBLIA: Então Samuel pegou uma pedra e a ergueu entre Mispá e Sem; e deu-lhe o nome de Ebenézer, dizendo: "Até aqui o Senhor nos ajudou". 1º Samuel 7:12 🙏

☕ Que seu dia seja como a vontade de DEUS: bom, perfeito e agradável!! 🥖
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2020.07.23 10:36 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 10 a 3ra fase do CACD

Em primeiro lugar, lembro uma coisa muito simples: terceira fase não é segunda fase. Você não precisa se preocupar com propriedade vocabular, vírgulas antes de orações subordinadas reduzidas de infinitivo e coisas do tipo. É óbvio que não vale escrever completamente errado também, mas o que eu quero dizer é que a banca da terceira fase nem sabe das exigências da segunda fase direito, então não precisa se preocupar tanto com aspectos formais da escrita. Obviamente, a necessidade de ter uma tese central e alguns argumentos que a comprovem de maneira coerente permanece, mas isso não é novidade para ninguém. A importância do aspecto formal da terceira fase não está nas palavras e nos termos de uma oração, mas na sequência lógica de argumentos.
Algo bastante importante nas provas de terceira fase é destacar um argumento central, uma tese que responda à questão e que lhe permita apresentar exemplos/construções teóricas e desenvolver argumentos que a comprovem. Nessa situaç~o, vale a velha “fórmula” de dissertaç~o: introdução (com a tese central), argumentação (com uma ideia central por parágrafo, com argumentos que comprovem sua tese central) e conclusão (com retomada da tese e com articulação dos argumentos apresentados). Não há um número ideal de parágrafos, vale o bom senso (evitar parágrafos com apenas uma frase ou excessivamente grandes, mas não é necessário que tenham quase o mesmo tamanho, por exemplo, como ocorre na segunda fase).
Evite juízos de valor muito expressivos. Obviamente, tudo o que você escreve contém um pouco de subjetividade, mas evite adjetivações excessivas e algumas construções, como “é importante ressaltar que…”, “vale lembrar que...” ou “fato que merece destaque é…”.
Evite listagens longas e/ou imprecisas. Por exemplo: se você não se lembra de todos os países que fazem parte de determinado grupo, ou se eles são muitos, evite citações de todos os países (na verdade, não sei por qual motivo alguém iria querer citar os membros de um grupo assim, mas vai que precisa de algumas linhas de “enrolaç~o”, não é?). Ex.: “A UNASUL é composta por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela”.
Preferir: “A UNASUL é composta pelos doze países latino-americanos (à exceção da Guiana Francesa)” ou “A UNASUL é composta pelo agrupamento dos membros do MERCOSUL e da CAN, acrescidos do Chile, do Suriname e da Guiana”. Quanto a imprecisões, evitar, por exemplo: “A UNASUL é composta por Brasil, Argentina, Venezuela, entre outros”. Se você n~o se lembra de todos ou se o número de países é relativamente grande para citar todos, opte ou pelas alternativas anteriormente apresentadas ou, pelo menos, por algo como “Na UNASUL, destacam-se o Brasil – por sua dimensão territorial, por sua população e por seu peso político-econômico –, a Argentina – importante mercado emergente, com forte setor agrícola voltado à exportação e com indústria diversificada – e a Venezuela – detentora de recursos naturais estratégicos e grande exportadora de petróleo”.
Evite, também, citações e menções excessivas. Elas não devem constituir a base de sua resposta. Excesso de citação de eventos pode ser um problema. Obviamente, citar datas, conceitos e períodos é fundamental, mas o problema começa quando essas referências ocupam frases inteiras, sem argumentação e sem sequência lógica de relações. Veja os Guias de Estudos antigos, para ter uma noção do tipo de resposta preferido pela banca. O importante é não exagerar, para o texto não ficar carregado de informações que, ainda que úteis, não sustentam a tese que responde à questão de maneira consistente. Para conceitos menos conhecidos, convém citar a fonte (de todo modo, ainda que certos conceitos, como “Estado normal”, sejam consagrados na literatura sobre política externa brasileira, dizer que “o país entrou, assim, no período que Amado Cervo define como ‘Estado normal’” me parece boa estratégia – até porque o próprio Amado Cervo já foi da banca corretora vez ou outra; o José Flávio Sombra Saraiva é outro que tenho certeza de que irá adorar ver seu nome mencionado em uma resposta).
Algo bastante útil é evitar criar (e cair em) armadilhas. Se você sabe, por exemplo, que o Pacto Andino foi firmado em 1969, mas não tem certeza se a organização aí criada já se chamava Comunidade Andina de Nações, por exemplo, opte por uma formulação de resposta que evite comprometer-se quanto a isso. Uma sugest~o seria, por exemplo: “Firmado em 1969, o Pacto Andino consubstanciou importante passo para a criaç~o da Comunidade Andina de Nações (CAN)”. Desse modo, você evita incorrer no erro de atribuir ao Pacto a responsabilidade pela criação da CAN, sem deixar de destacar sua importância para que isso ocorresse posteriormente. Evite, também, conceitos “politicamente incorretos” ou em desuso, como “governo neoliberal” (preferir “governo associado aos princípios do Consenso de Washington”, por exemplo), “país subdesenvolvido” (preferir “país de menor desenvolvimento relativo”, por exemplo) etc.
Para boa parte dos argumentos a ser empregados na terceira fase, a leitura atenta e o fichamento das melhores respostas dos Guias de Estudos anteriores podem ajudar bastante. Eu tive um professor de cursinho, o Ricardo Macau, que gostava de dizer que o intuito de fichar os Guias de Estudos era, simplesmente, roubar argumentos. Ninguém precisa inventar novos argumentos, para tentar “chocar” a banca. Se a banca publica um Guia de Estudos anualmente, dizia ele, é para mostrar a todos os candidatos o que ela queria ler como resposta naquela questão e o que ela quer ler nas respostas dos concursos dos anos seguintes. Dessa maneira, não há nenhum constrangimento em fichar os principais argumentos das provas dos anos anteriores e em usá-los nas questões pertinentes da terceira fase. Alguns desses argumentos foram muito úteis para mim, especialmente nas provas de História do Brasil, de Política Internacional e de Direito.
Uma coisa que pouca gente fala é que os Guias de Estudos nem sempre são cópias fidedignas das respostas dos candidatos. A organização do concurso entra em contato com os autores das respostas selecionadas e solicita que os próprios autores digitem suas respostas. Os candidatos podem fazer eventuais alterações pontuais de algumas imprecisões, mas alguns poucos acabam exagerando. Para quem está se preparando para o concurso, não poderia haver nada pior, já que não podemos ter uma noção exata de qual tipo de resposta foi avaliado como suficiente pelos examinadores (por saber que era possível alterar, eu sempre ficava em dúvida: será que ele/ela ganhou essa nota escrevendo tudo isso mesmo?). J vi gente dizendo que “quem consegue fazer as melhores respostas deu sorte, porque fez mestrado ou doutorado no assunto, pelo menos”, e isso é completa mentira. O que ocorre é que essas pessoas souberam conjugar estudo eficiente e capacidade de desenvolvimento analítico diferenciada que sejam convertidos em uma argumentação clara e consistente. Para isso, não tem mestrado ou doutorado que adiante. Em algumas questões, você sente ser capaz de escrever o dobro ou ainda mais sobre aquele assunto (principalmente, nas questões de 60 linhas), mas o que mais conta, no fim das contas, é a forma, o modo como você organiza suas ideias, os argumentos de que você faz uso etc.
Na prova de História do Brasil, alguns temas são mais ou menos recorrentes. Definição das fronteiras nacionais, política externa do Império, política externa dos governos Quadros-Goulart (Política Externa Independente), política externa dos governos militares (especialmente, Geisel), relações do Brasil com a América do Sul (destaque para as relações Brasil-Argentina desde o século XIX), relações do Brasil com a África (do período da descolonização até a década de 1980). Obviamente, há inúmeros outros temas (bastante pontuais às vezes) que também são cobrados, mas eu acho que, se eu tivesse só uma semana, para estudar tudo de História do Brasil, eu escolheria esses temas. Ainda que eles não sejam cobrados diretamente, podem ser encaixados em muitas outras questões.
A prova de Inglês consiste de uma tradução do Inglês para o Português (valor: 20 pontos), de uma versão do Português para o Inglês (valor: 15 pontos), de um resumo de texto em Inglês (valor: 15 pontos) e de uma redação sobre tema geral (valor: 50 pontos). As notas de Inglês são, geralmente, bem mais baixas que as das demais provas, o que, considerando que boa parte dos candidatos que chega à terceira fase tem alguma experiência no domínio avançado da língua inglesa (acredito eu), é claro sinal de que a cobrança é bastante rigorosa, e apenas conhecimentos básicos da língua não são suficientes.
Quanto à tradução e à versão, não tenho muito a dizer. Há dedução de 1,00 ou de 0,50 pontos (dependendo do tipo de erro) do valor total do exercício para cada erro de tradução13. O vocabulário cobrado nem sempre é muito simples (um ou outro termo pode ser mais complicado), mas, em geral, não há muitos problemas. Normalmente, as notas da tradução são bem maiores que as notas da versão. Um pequeno “problema” nas traduções e nas versões é o seguinte: o examinador escolhe, tanto nas traduções para o Português quanto nas versões para o Inglês, algumas expressões que ele quer, obrigatoriamente, que o candidato use determinados termos que correspondam àquela palavra ou expressão na outra língua. Assim, por exemplo, se há o termo “vidente”, para ser traduzido para o Inglês, e se o examinador escolheu essa palavra, para testar os candidatos, você ser penalizado, se tentar dizer isso com uma express~o como “a person who foresees” ou coisa do tipo. Se o examinador, entretanto, não houver escolhido essa palavra como teste, você poderá não perder nenhum ponto por isso. O maior problema é que, obviamente, você não sabe quais são as expressões que serão escolhidas enquanto faz a prova. Pode ser que uma expressão para a qual você não conhece a tradução exata não seja uma das escolhidas pelo examinador, e dizer a mesma coisa de outra maneira (com uma frase ou com uma expressão mais longa que exprima o mesmo sentido) pode não implicar penalização. Enfim, não há como saber isso antecipadamente, então a melhor alternativa é, sempre, a tradução o mais fidedigna possível. De toda forma, se não souber, aí não tem jeito, invente alguma coisa, pode ser que seja aceita. Só nunca, nunca, deixe um espaço em branco, pois isso atrai os olhos do examinador, e ele saberá que já tem algo faltando ali. Mesmo que você não tenha nenhuma ideia do que alguma coisa signifique ou de como traduzir, invente palavras, crie sinônimos que não existem, faça qualquer malabarismo linguístico que estiver a seu alcance, só não deixe espaços em branco. Como os examinadores corrigem mais de duzentas provas (números de 2010 e de 2011), pode ser que alguns erros acabem passando despercebidos.
13 Segundo o Guia de Estudos: menos 1,00 pontos por falta de correspondência ao(s) texto(s)-fonte, erros gramaticais, escolhas errôneas de palavras e estilo inadequado; menos 0,50 pontos por erros de pontuação ou de ortografia. Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtraem 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
O resumo do texto em Inglês costuma surpreender alguns candidatos com baixas notas. A atribuição de pontos é feita de acordo com uma avaliação subjetiva que considera várias coisas: quantidade de erros, abrangência de todos os pontos selecionados pelo examinador como os mais importantes do texto etc. Não é necessário incluir exemplos no resumo, que deve, com suas palavras, abranger todos os principais temas discutidos no texto, seus argumentos e sua linha de raciocínio (os temas e os argumentos podem ser apresentados na ordem que você considerar mais interessante, não é necessário seguir a ordem do texto). No resumo, não se emite opinião sobre o texto, e n~o é necessrio dizer “o autor defende”, “segundo o autor” (em Inglês, obviamente). Como se trata do resumo de um texto, é evidente que tudo o que está ali resume as opiniões do autor. Não é necessário fazer uma introdução e uma conclusão, você perderá muito espaço, e não é esse o objetivo do resumo. Seja simples e direto, acho que é a melhor dica.
O comando indica um máximo de 200 palavras, mas eles não contam. Já vi professores dizendo para que os alunos fizessem, obrigatoriamente, entre 198 e 200 palavras, mas, se você buscar os Guias de Estudos anteriores, verá que há resumos que fogem a esse padrão (para baixo ou para cima) e que foram escolhidos como o melhor resumo daquele ano. É claro que você não vai escrever 220 palavras, mas acho que umas 205, mais ou menos, estão de bom tamanho (escrevi um pouco mais de 200, acho que 203, não sei). A professora do cursinho de terceira fase dizia que podíamos fazer até cerca de 210 (desde que a letra não fosse enorme, para não despertar a curiosidade do examinador) que não teria problema. É claro que o foco deve estar nos 200, esse valor superior é apenas para o caso de lhe faltarem algumas palavras, para encerrar o raciocínio.
Em 2011, os 15,00 pontos do resumo foram divididos em duas partes: 12,00 pontos para a síntese dos principais aspectos do texto e 3,00 pontos para linguagem e gramática. O examinador determinou que havia seis tópicos principais do texto que deveriam ser incluídos no resumo e atribuiu até dois pontos para a discussão de cada um desses tópicos. Obviamente, não há como saber quantos serão esses tópicos. O melhor a fazer é tentar tratar de todos os aspectos mais importantes do texto com o mínimo possível de palavras. Se sobrarem 10 ou 15 palavras, não desperdice, faça uma frase a mais, quem sabe isso pode lhe render alguns preciosos décimos a mais.
A redação em Inglês é de 45 a 60 linhas, com valor de 50 pontos. Esses 50 pontos são distribuídos em: planejamento e desenvolvimento (20 pontos), qualidade vocabular (10 pontos) e gramática (20 pontos), com penalização de 1,00 ou de 0,50 pontos por erro, de acordo com o tipo de erro14 (descontados da parte de gramática). Nota zero em gramática implica nota zero na redação (logo, cuidado para não zerar). Há penalização de 1,00 pontos para cada linha que faltar para o mínimo estabelecido.
Normalmente, a redação trata de temas internacionais de fácil articulação. Não há recomendações de número de parágrafos, de número de linhas por parágrafo ou coisa do tipo. As principais coisas a observar são: ter uma tese central, usar argumentos que a sustentem, e, sobretudo, fornecer exemplos. Ao ver espelhos de correção de concursos anteriores no cursinho, fica evidente que muitas notas de planejamento e desenvolvimento são mais baixas devido à ausência ou à insuficiência de exemplos, como indicam os comentários dos examinadores em provas anteriores (a prova de Inglês é a única da terceira fase que vem com comentários e com marcações). Eu diria, portanto, que é necessário prestar atenção na argumentação coerente que comprove a tese, é claro, e no fornecimento de vários exemplos que sustentem a argumentação apresentada. É claro que só listar dezenas de exemplos pode não adiantar nada, mas, se você souber usá-los de maneira coerente, como complemento à argumentação, acho que poderá ser bem recompensado por isso. Ao contrário do que já vi dizerem por aí, não há penalizaç~o por “ideologia” discrepante daquela da banca. Aproveitando a temática da prova de 2001, não interessa se você é contra ou a favor da globalização, o importante é elencar argumentos fortes e sustentá-los com exemplos pertinentes.
14 Segundo o Guia de Estudos, menos 1,00 pontos por erro (exceto para erros de pontuação ou de ortografia, para os quais há subtração de 0,50 pontos). Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtrai 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
Por fim, a parte de qualidade vocabular não se refere só ao uso de construções avançadas de Inglês (inversões, expressões idiomáticas etc.). De nada adianta usar dezenas de construções avançadas, se você tiver muitos erros de gramática. Os 10 pontos de qualidade vocabular levam em consideração tanto o número de construções avançadas que você usou quanto o número de erros de gramática que você teve. Ainda que você use poucas construções avançadas, se não errar nada de gramática (ou se errar muito pouco), sua nota nesse quesito deverá ser bem alta. Dessa forma, acho que o melhor a fazer é preocupar-se, primeiramente, com gramática. Uma pequena lista de expressões idiomáticas passíveis de se empregar, combinada com o uso de construções mais avançadas (como inversões, por exemplo), já pode significar boa nota de qualidade vocabular, se você não perder muitos pontos de gramática. Não vou dizer quais usei, senão todo mundo vai usar as mesmas e ninguém vai ganhar pontos. Usem a criatividade: vejam expressões diferentes, palavras conotativas apropriadas, verbos e palavras mais “elaborados” etc.
Em resumo, acho que o principal da redação é: errar pouco em gramática e fornecer exemplos. Com isso e com bons argumentos, sem fugir ao tema, eu diria que há boas chances de uma nota razoável.
A prova de Geografia é, a meu ver, uma das mais chatas e imprevisíveis. Cada ano, a prova é de um jeito, ora cobra Geografia física, ora cobra teoria da Geografia etc. No geral, acho que a banca não tem muita noção de que está avaliando conhecimentos importantes para o exercício da profissão de diplomata, não de geógrafo. Assim, frequentemente, aparecem algumas questões bem loucas. O bom das questões mais chatas de Geografia é que a banca costuma ser mais generosa na correção. Há alguns anos, uma questão sobre minérios na África, por exemplo, aterrorizou muitos candidatos, mas, na hora da correção, segundo um professor de cursinho, as notas não foram tão baixas. Por isso, não se preocupe tanto com essas questões mais espinhosas que, eventualmente, aparecem na terceira fase de Geografia.
Em 2011, uma das questões (sobre navegação de cabotagem no Brasil, na década 2001-2010) havia sido tema de uma reportagem do programa Globomar duas semanas antes da prova. Para falar a verdade, eu não sabia nem o que era Globomar, se era uma reportagem do Fantástico, um quadro do Faustão ou a nova novela das sete, mas, como um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar, não custa nada informar para que você fique atento a algumas dessas questões mais recentes. Não precisa gravar e tomar notas de todo Globomar daqui para frente. Dar uma olhada nos temas desse tipo de programa, de vez em quando, já deve ser mais que suficiente. Vale dizer que o mais importante é, sempre, Geografia do Brasil. Não precisa assistir o National Geographic sobre monções no Sri Lanka, porque não vai cair. De todo modo, assuntos relativos à costa e ao litoral brasileiros são reincidentes no concurso.
Muitos falam sobre a necessidade de usar o “miltonsantês”, como s~o conhecidos os conceitos de Milton Santos, nas respostas de terceira fase. É algo meio batido, mas acho que todo mundo que faz, pelo menos, o cursinho preparatório para a terceira fase deverá ouvir alguma coisa a respeito, então não se preocupe com isso. Se der para usar alguns conceitos em determinadas questões, use sem exageros. Esses termos podem render bons olhos com a banca, mas ninguém tira total só porque escreveu dez conceitos miltonianos na resposta.
Algumas argumentações s~o “coringas” em Política Internacional. Alguns conceitos, como “multilateralismo normativo”, “postura proativa e participativa”, “articulaç~o de consensos”, “reforma da ordem”, “juridicismo”, “pacifismo”, “pragmatismo”, “autonomia pela participaç~o” etc., poderão ser encaixados em quase todas as respostas de terceira fase. Relações Sul-Sul, América do Sul, BRICS, IBAS, África também são temas que poderão ser empregados em diversos contextos (temáticas recorrentes nos últimos concursos). Desse modo, saiba usar esse conhecimento a seu favor. Se há uma questão que pede comentário sobre algum aspecto da política externa brasileira contemporânea, citar esses conceitos já pode ser bom começo.
Não custa nada lembrar que você está fazendo uma prova para o Ministério em que você pretende trabalhar pelo resto da vida. Criticar a atuação recente do MRE não é sinal de maturidade crítica ou coisa do tipo, pode ter certeza de que n~o ser bem visto pela banca corretora. N~o precisa “puxar o saco” do governo atual descaradamente, mas considero uma estratégia, no mínimo, inteligente procurar ressaltar que, apesar de eventuais desafios à inserção internacional do Brasil, o país vem conseguindo alçar importantes conquistas no contexto internacional contemporâneo, como reflexo de sua inserção internacional madura, proativa e propositiva. Na prova de 2011, a prova da importância de saber a posição oficial do MRE com relação a temáticas da política internacional contemporânea ficou evidente em uma questão que pedia que se discutisse a situação na Líbia, apresentando a posição oficial do governo brasileiro e os motivos para a abstenção do Brasil na votação da resolução 1.973 do Conselho de Segurança da ONU. Saber a posição oficial do governo sobre os principais temas da agenda internacional contemporânea é fundamental na terceira fase. Na primeira fase também: em 2011, um item dizia que o MRE usava a participação na MINUSTAH como “moeda de troca” para o assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Por mais que a mídia sensacionalista diga isso e por mais que você, porventura, acredite nisso, não é essa a posição oficial do Ministério, então isso não está correto e ponto. Seja pragmático e tenha, sempre, em mente que você está fazendo uma prova para o governo. Em dúvida, pense: o que o governo brasileiro defende nessa situação? Essa posição vale tanto para a primeira fase quanto para a terceira.
Com relação à prova de Direito, é uma avaliação, a meu ver, bastante tranquila e uma das mais bem formuladas. Não há grandes segredos, e a leitura (acompanhada do fichamento) dos Guias de Estudos antigos é fundamental. Muitos estilos de questões repetem de um ano para o outro, e alguns argumentos gerais sobre o fundamento de juridicidade do Direito Internacional Público, por exemplo, são úteis quase sempre. Ultimamente, a probabilidade de questões sobre Direito interno propriamente dito tem sido reduzida a temáticas que envolvam o Direito Internacional (como a questão sobre a competência para efetuar a denúncia a tratados, cobrada em 2010). Em Direito Internacional Privado, o que já foi cobrado do assunto, em concursos recentes, esteve relacionado à homologação de sentença estrangeira, assunto bastante básico e tranquilo de estudar. Em Direito Internacional Público (DIP), atenção especial à solução de controvérsias (meios pacíficos, meios coercitivos, meios jurídicos e meios bélicos), ao sistema ONU e ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio, além do supracitado fundamento de juridicidade do DIP (“afinal, por que o DIP é Direito?”). Uma dica que vale tanto para as questões de Direito quanto para as de Economia é tomar cuidado com o número de linhas. Como há questões de 60 e de 40 linhas, corre-se o risco de perder muito espaço com argumentos e ilustrações não necessários à questão. Nas provas dessas duas matérias, não acho que seja tão necessário preocupar-se tanto com a introdução e com a conclusão nas questões de 40 linhas (nas de 60, se houver, devem ser bem curtas), pois não há espaço suficiente para isso. Em minhas provas de terceira fase, apenas respondi a essas questões de 40 linhas diretamente.
A prova de Economia mudou muito, se você comparar as provas de 2008-2009 às de 2010-2011, por exemplo. Anteriormente, havia questões enormes de cálculos, equações de Microeconomia etc. Em 2010, a única questão que envolvia cálculo era ridiculamente fácil. Em 2011, para melhorar a situação daqueles que não gostam dos números, não havia um único cálculo nas questões, todas elas analíticas. Além disso, as cobranças anteriores de Economia Brasileira focavam, especialmente, no período da República Velha (isso se repetiu em 2010). Em 2011, até mesmo o balanço de pagamentos atual do Brasil e a economia dos BRIC na atualidade foram objetos de questões. Talvez seja uma tendência da prova de Economia dos próximos anos, de priorizar o raciocínio econômico, em detrimento dos cálculos matemáticos que aterrorizavam muitos no passado. Ainda que eu não tenha problemas com cálculo (e goste bastante, inclusive), devo admitir que me parece muito mais coerente cobrar economia dos países do BRIC do que insistir nos cálculos de preço de equilíbrio, quantidade de equilíbrio, peso-morto etc., se considerarmos que se trata de uma prova que visa a selecionar futuros diplomatas (aí está uma lição que a banca de Geografia precisava aprender).
Ainda que, à primeira vista, esse novo tipo de prova possa parecer mais fácil, pode não ser tão tranquilo quanto parece. Por mais contemporâneas que as questões sejam, acho que os candidatos correm o sério risco de confundir a prova de Economia com uma prova de Política Internacional (por envolver BRIC, por exemplo). Lembre-se, sempre, de que quem corrige as provas de Economia são economistas. Como economistas, eles valorizam o raciocínio econômico, com o uso de conceitos econômicos, e é isso o que deve ficar claro, em minha opinião, em questões como essa. Tenho maior facilidade com esse raciocínio econômico e com os conceitos da disciplina, por haver participado da monitoria de Introdução à Economia da UnB por quatro semestres. A quem não teve essa experiência, para acostumar-se a esse “economês”, nada melhor que bons noticirios de Economia:
- Brasil Econômico: http://www.brasileconomico.com.b
- Financial Times: http://www.ft.com/home/us
- IPEA: http://agencia.ipea.gov.b
- O Globo Economia: http://oglobo.globo.com/economia/
- The Economist: http://www.economist.com/
- Valor Econômico: http://www.valoronline.com.b, entre vários outros.
Obviamente, não precisa ficar lendo todas as notícias postadas em todos esses sites, todos os dias. Já tentei o esquema de ler uma notícia por dia de uns cinco sites de notícias e cansei facilmente. Não acho que seja possível dizer um número ideal de notícias econômicas lidas por semana, mas sei lá, umas duas ou três já são melhor que nada.
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2020.07.10 03:15 CidVerte O Brasil e o mundo

Trabalho com consultoria e já trabalhei em quase 30 países espalhados pelo mundo. Como vou sozinho e trabalho com a equipe local, acabo mergulhando na cultura de uma maneira bem diferente do que um turista faz. Durante as viagens as comparações com o Brasil são inevitáveis. Decidi compartilhar minhas experiências como retribuição de tudo que já aprendi e ri neste sub, também na esperança de ter uma conversa saudável durante esta loucura de 2020.
Separei por tópicos para facilitar a leitura.
Obs: quando digo "Ásia" entenda a Ásia em sua parte desenvolvida (Japão, Coréia do Sul, China, Singapura, etc) e não a Ásia como um todo.
[VIOLÊNCIA] Em nenhum país tive a sensação de violência urbana tão presente quanto no Brasil, muitas cidades têm sua "no go zone" mas no Brasil geralmente as cidades têm bolhas de segurança e no resto é bom ficar atento. Moçambique é extremamente pobre porém tem uma zona urbana mais segura que o Brasil. Países muçulmanos são extremamente seguros mas a extorsão rola solto, quer dizer, tem roubo estilo "flanelinha" mas não tem assalto com violência ostensiva. As cidades da costa oriental da China são extremamente seguras, mais do que Europa e EUA. Só quando você sai do Brasil e consegue relaxar nas ruas é que percebe o quanto a vida urbana no Brasil é estressante, você praticamente está o tempo todo calculando o perigo e avaliando qual a chance do cidadão perto de você ser um bandido.
[NEGÓCIOS] Pior país que já fiz negócios na vida foi a Venezuela, foi tão ruim que tivemos que fechar o contrato com uma empresa sediada no Panamá que possuía os meios de operar dentro da Venezuela (a Venezuela também foi o único caso que tive que fazer o trabalho remotamente porque já em 2015 não dava para ir pra lá). O segundo pior lugar foi a Argentina, você tem que aumentar muito o preço porque pra mover o dinheiro de lá para o Brasil é uma quantidade absurda de impostos, é muito demorado e toda a operação é feita em Pesos, ou seja, cada dia de atraso é a inflação que come. Entretanto quando o preço é muito alto o cliente não consegue pagar logo a margem de lucro é tão baixa que quase não compensa operar na Argentina. O Brasil tem uma fama terrível entre os países de primeiro mundo que acham um absurdo ter que contratar um brasileiro (famoso despachante) para conseguir andar com a documentação (alvarás, licenças, impostos, etc). Normalmente países com bom ambiente de negócios têm regras claras, estáveis e muita informação disponível de modo que um estrangeiro consiga lidar com a papelada. Muçulmanos são folgados e abusados, pedem coisas ridículas para fechar um contrato, por exemplo, um cliente árabe exigiu que ele e a equipe dele tivessem um treinamento de 3 dias em Paris, com as despesas pagas por nós!
[AMBIENTE DE TRABALHO] Melhor ambiente de trabalho que vi até hoje foi na Europa ocidental, o pessoal trabalha de maneira eficiente e sem a loucura de muitas horas de trabalho que vi nos EUA e na Ásia. Na França e na Noruega por exemplo a cultura workaholic não é bem vista e ficar depois do horário pode significar que você não trabalhou de forma eficiente para terminar no prazo. Em países desenvolvidos o material de trabalho é abundante e acessível e você não precisa ficar mendigando para conseguir um mouse, um segundo monitor, um PC decente ou até um simples grampeador. Na Europa a hierarquia é levada a sério (nos EUA depende muito da empresa), o chefe não é seu colega de trabalho. Na Ásia a hierarquia é levada ao extremo, cada um socializa com alguém do mesmo nível, chefe e subalternos não sentam à mesma mesa no restaurante da empresa e eu era o único a dar "bom dia" pro porteiro que sempre me respondia se curvando sem me olhar. Para os asiáticos cada um faz seu trabalho e acabou, não precisa de "bom dia". No Rio de Janeiro TODOS os dias meu trabalho começava com atraso porque a equipe não chegava, a hora do almoço era de 2h e o pessoal saía mais cedo, no final reclamaram que meu workplan foi muito corrido e não deu tempo de concluir tudo. Na Alemanha TODOS os dias o trabalho começou 9h em ponto com a equipe completa e um dia um engenheiro chegou atrasado, 9:05, ele era mexicano.
[RACISMO] O ser humano tende a ser racista e vai ser sempre assim. O Brasil é (ainda) um oásis neste ponto. Quem fala que o Brasil é racista não sabe o milagre que é termos japoneses, europeus, libaneses, negros, índios e chineses convivendo e se casando sem isso ser um problema, no máximo com piada de mal gosto e preconceito social se o sujeito for pobre. Na Coréia/China/Japão eles consideram indianos e outros asiáticos do sub continente como não civilizados, nem vou comentar o que eles pensam de negros porque isso já foi bastante divulgado. Falando em negros, por mais estranho que possa parecer para alguns, os únicos no mundo que se importam com os negros são os ocidentais. Europa Leste, Ásia, Oriente Médio e os muçulmanos do norte da África estão pouco se lixando para os negros. Os Negros dos EUA são até o momento o grupo mais racista que já tive contato, fiquei alguns dias hospedado em uma vizinhança de negros em Chicago, fui xingado pra caramba na rua um dia e tratado com extrema grosseria várias vezes, até na igreja.
[TURISMO] O melhor lugar que já fiz turismo foi no Sul da França: Pirineus de um lado, Alpes do outro, Côte d'Azur embaixo, campos de lavanda e vinhedos no meio. A França é um país muito focado em turismo, os preços são claros (colocados na porta do restaurante sem nenhuma cobrança extra ou pegadinha), as igrejas não cobram pra entrar e as informações para o turista são claras e abundantes mesmo em lugares afastados. O clima é temperado e qualquer estação do ano você tem algo excelente para fazer (montanha ou praia). Com inglês e espanhol você se vira muito bem e ao contrário dos parisienses o povo é bem receptivo no interior do país. Se não quer ir tão longe um excelente destino é o Chile, dentro da América do Sul é o mais perto que se pode chegar de um país desenvolvido. Dentro do país eu recomendo Ouro Preto, é um lugar excelente e único no mundo.
[SOCIEDADE] Em geral as pessoas são muito parecidas em qualquer lugar do mundo mas se expressam de maneira diferente. Outra coisa que observei é que quem faz o país é o povo, não teve um lugar que eu estive em que o povo não refletisse o país nos mínimos detalhes, quanto mais atrasado o país menos o povo segue regras de trânsito, maior é a malandragem (das ruas e da classe média em ambiente corporativo) e sempre estão tentando tirar vantagem de você já começando no aeroporto. E finalmente : taxista é sempre uma desgraça em qualquer lugar, isso é invariável.
[PANORAMA GERAL] O Brasil é um país médio, longe de ser desenvolvido e longe de ser uma desgraça. O pior do Brasil é, de longe, a violência. Muita gente de muito talento sai do país sem querer voltar por causa da violência. Pobreza e crise econômica a gente tira de letra mas medo de morrer por causa de um celular é uma coisa fudida, seu bem maior é a vida. Por causa da fuga de cérebros para o exterior e para o interior de concursos públicos sem finalidade produtiva eu tenho perspectivas negativas para o futuro do Brasil. Entretanto o Brasil não é um país fudido, as instituições são meio vacalhadas mas em geral funcionam, existe ciência de ponta sendo feita (com muita raça) e existe no país opções de saúde que, apesar de não contemplarem toda a população com a qualidade desejável, ainda consegue fazer o mínimo. Para vocês terem uma perspectiva do que é lugar ruim, em Moçambique eu dei consultoria em uma das maiores estatais do país, reparei que os funcionários (que eram classe média local) faziam fila depois do expediente para encher garrafas de água no filtro. Depois de algumas perguntas descobri que eles estavam sem acesso à água potável. Imaginei que se isso acontecia em Maputo, capital federal que concentra boa parte da riqueza, o que seria a vida nos cantos mais esquecidos do país. Fica para você pensar : não importa aonde você esteja no Brasil, tem alguém no mundo que sonha em viver como você.
Tl;dr: baseado nos países que conheci, fiquei comparando com o Brasil e fazendo análises sem pretensão de estar certo.
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2020.06.14 12:12 jeduardooliveira Algumas curiosidades das eliminatórias das copas do mundo - Parte VI

Outras partes: Parte I Parte II Parte III Parte IV Parte V
1962
- 60 seleções se inscreveram para a copa. Brasil (campeão) e Chile (sede) já teriam vagas garantidas. 58 disputariam as eliminatórias, mas 4 foram recusadas por débitos ou por perderem o prazo de inscrição (Iraque, Filipinas, Coréia do Norte e Haiti) e 5 desistiram (Canadá, Sudão, Indonésia, Romênia e Egito). 49 seleções disputaram ao menos um jogo;
- As seleções europeias começaram uma choradeira por terem menos vagas no mundial, duas ficariam com seleções da América do Sul pré classificadas como sede e atual campeão, mais as habituais três vagas da CONMEBOL, ainda haviam as confederações da Ásia, África e a CONCACAF. A solução da FIFA foi fazer com que as seleções da África e da Ásia jogassem uma repescagem contra seleções da Europa, e a melhor seleção da CONCACAF jogasse com alguma da CONMEBOL. A gritaria foi grande, mas a FIFA era presidida por um Inglês, Stanley Rous, e os países Europeus mandavam lá;
- Todas as seleções mais fortes do mundo se inscreveram para as eliminatórias, com exceção de uma: a ÁUSTRIA. A federação Austríaca ficou com medo de um vexame, pois nas eliminatórias para a Copa das Nações Europeias de 1960 ela havia sido eliminada pela França, com um 5x2 e um 4x2. Depois tinha perdido de 6x3 para o Valência e 4x0 para a Tchecoslováquia. Foi uma decisão errada, pois nos próximos 11 amistosos a Áustria venceu 9, sendo que 5 dessas vitórias contra seleções que foram a copa (Itália, URSS, Inglaterra, Espanha e Hungria);
- Suíça 3x2 Suécia: no último jogo do grupo 1 da UEFA, a Suíça precisava vencer a Suécia para forçar o jogo desempate, a Suíça tinha apenas um jogador com menos de 30 anos. No jogo de ida, a Suécia havia feito 4x0. A Suíça, em casa, conseguiu vencer com um gol aos 35 do 2º tempo. No jogo desempate, em Berlim, em um frio de 0 °C com sensação térmica abaixo de zero, com muito vento, os suíços venceram por 2x1 e se garantiram na copa, eliminando os atuais vice campeões mundiais;
- Outra favorita que caiu no jogo desempate foi a França. No último jogo do grupo, contra a Bulgária, em Sofia, a França só precisava empatar. Seu técnico, Albert Bateaux escalou uma retranca. Porém, aos 44 do segundo tempo, a Bulgária fez seu gol da vitória. O jogo desempate foi realizado no San Siro, em Milão, e a França novamente só precisava empatar, pois tinha vantagem no saldo de gols (vantagem dada pelo regulamento da UEFA). Novamente o técnico francês armou uma retranca, a imprensa francesa já reclamava do uso excessivo de jogadores (28 nas últimas partidas), uma bagunça que não seria rara na história da França em copas e que acabou gerando sua eliminação, pois perdeu esta partida por 1x0 de novo;
- No grupo 3, todos os técnicos eram húngaros: Alemanha Oriental (Karel Soos), Hungria (Lajos Baróti) e Holanda (Alexander Elek). Aliás, nessa época haviam grandes treinadores húngaros espalhados por todos os cantos do mundo: Eugênio Medgyessy treinou Flu, Botafogo, Galo, Palmeiras e São Paulo; Imre “Emérico” Hirschl ajudou a revolucionar o futebol argentino nos anos 30 e 40 e passou pelo Peñarol em 49 (que foi base da seleção Uruguaia de 50); Ferenc Plattkó passou por Porto, Barcelona, Colo-Colo, River e Boca Jrs nos 40; Gusztáv Sebes (treinador da Hungria de 54); Gyula Mandi (treinou o Fla); Alfréd Schaffer (vice da copa de 38); além de Béla Guttmann, que treinou o São Paulo e o Porto, e foi bicampeão da Taça dos Campeões Europeus com o Benfica (e gerou uma MALDIÇÃO depois de sua saída). Aliás, o episódio da excursão do Honved (a base da seleção húngara no auge) é muito interessante ver aqui (jogaços contra o Flamengo e o Botafogo);
- Portugal, com o Benfica campeão europeu como base, com Euzébio estreando (com 19 anos) conseguiu a façanha de perder para Luxemburgo (que tinha um ótimo POJETO), uma seleção basicamente amadora. Foi um 4x2 que comprometeu a chance de Portugal que, então, precisaria vencer a Inglaterra em Wembley (para 100 mil pessoas), o que não aconteceu (foi 2x0 para os ingleses);
- Neste jogo Inglaterra x Portugal, só havia um jogador nascido em Portugal: Domiciano Gomes;
- Itália enfrentou Israel para decidir quem iria a copa, venceu por 6x0 e 4x2.
- Na zona da CONMEBOL, as 7 seleções (Venezuela não era filiada a FIFA) foram divididas em 3 grupos de 2, cada um dava uma vaga a copa (Argentina, Colômbia e Uruguai se classificaram), a outra seleção enfrentaria o vencedor das eliminatórias da CONCACAF. Paraguai foi o sorteado;
- O México venceu as eliminatórias da CONCACAF, tendo que enfrentar o Paraguai. Ganhou o primeiro jogo por 1x0 e segurou o empate em 0x0 em Assunção, obtendo a classificação para a copa;
- Marrocos foi o campeão das eliminatórias da África e foi premiado com um enfrentamento contra a Espanha (vencedora do grupo 9 da UEFA). Essa Espanha tinha Di Estéfano e Puskás, o Uruguaio José Santamaría, o Espanhol Gento, acabou eliminando Marrocos (e, antes, País de Gales), mas não teve vida fácil nas eliminatórias, ganhando 3 jogos por um gol de diferença e empatando o outro aqui;
- O técnico da Bolívia era um falastrão Chileno, chamado Renato Panay, todo dia dava entrevistas elogiando seus jogadores e se auto promovendo, quatro meses antes das eliminatórias recebeu um convite para treinar o América-RJ e, surpreendentemente, aceitou. Quando foi justificar sua escolha em uma coletiva, levou uma garrafada na cabeça de um torcedor. Depois de passar apenas dois dias no Brasil, Panay se arrependeu e decidiu voltar a seleção Boliviana, onde foi recebido como herói. Mesmo jogando na altitude de La Paz, empatou com o Uruguai em 1x1 e, depois, perdeu por 2x1, em Montevidéu, sendo eliminado. No jogo de La Paz, a confiança da torcida era tanta que diversos torcedores passaram a noite no estádio para garantir seu lugar;
Um pouco além das Eliminatórias:
- A URSS chegou a copa de 1962 como forte candidata, além de ter sido campeã da Copa Europeia de Nações de 1960, ganhou todas as partidas das eliminatórias e ainda ganhou os 3 amistosos que fez contra seleções na América do Sul (1x0 no Chile em Santiago, 2x1 no Uruguai em Montevideo e 2x1 na Argentina em Buenos Aires);
- De que modo o Chile virou sede: como já foi mencionado antes, a Argentina não veio jogar a copa de 50, isto gerou uma contenda com o Brasil, as duas federações só voltaram a se relacionar em 1956, no contexto da eleição para a sede da copa de 1962. A FIFA já havia decidido que a copa voltaria a ser realizada nas Américas, portanto Espanha e Alemanha (outras candidatas) estavam fora do páreo. Restaram Chile e a Argentina. A escolha da sede foi em 10 de Junho de 1956, em Lisboa. A Argentina era franca favorita, porém um dia antes da escolha, no dia 09 de Junho, eclodiu uma revolta que tentava colocar o General Perón novamente no poder (havia sido deposto em 1955), a revolta já havia sido debelada na Argentina, mas em Lisboa não se sabia ainda. A votação ocorreu com os dirigentes em Lisboa pensando em um contexto de guerra na Argentina. Assim, o Chile acabou escolhido com 32 votos, incluindo o do Brasil, houveram 13 abstenções e a Argentina ficou com 11 votos;
- Nos dias 21 e 22 de Maio de 1960, dois abalos sísmicos sacudiram o Chile, o segundo foi o terremoto mais violento já registrado na história da humanidade (9.2 Richter) com epicentro a apenas 750 km de Santiago. Mais de 5700 pessoas morreram, um terço da população Chilena ficou desabrigada! As ondas gigantes que se seguiram atingiram o Havaí e o Japão, onde 122 pessoas morreram e mais 200 mil ficaram desabrigadas. Coube a Carlos Dittborn, nascido em Niterói-RJ em 1921 (onde seu pai, chileno, exercia diplomacia), na época com 39 anos, tentar reorganizar a copa, pois 4 cidades sedes haviam desistido, apenas Santiago poderia sediar. O governo não liberaria mais dinheiro, portanto as sedes deveriam ter condições de sediar a copa por si. Roncágua, Viña del Mar e Arica foram escolhidas. O estádio de Vinã del Mar foi entregue 10 dias antes da copa começar. Dittborn fez o impossível, mas não pode apreciar sua obra: faleceu aos 42 anos, 33 dias antes da copa começar. Nesse contexto surgiu a frase: "porque nada tenemos todo lo haremos";
- A batalha de Santiago https://www.fifa.com/worldcup/archive/chile1962/#;
Fontes:
http://www.espn.com.bnoticia/412857_desistencia-argentina-na-copa-de-1950-causou-decadas-de-ressaca
A grande história dos mundiais 1962, 1966, 1970, do MAX GHERINGER (2018).
https://trivela.com.bcopa-copa-historia-completa-da-repescagem-intercontinental-nas-eliminatorias/
GEHRINGER, Max. Revista A Saga da Jules Rimet. A História das Copas de 1930 a 1970. Editora Abril, 2006.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Eliminat%C3%B3rias_da_Copa_do_Mundo_FIFA_de_1962
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2020.05.31 17:57 Prismatta Texto de um possível redditor sobre eficácia de violência em protestos

AFINAL DE CONTAS, A VIOLÊNCIA É POLITICAMENTE EFICAZ?
TL;DR: terrorismo e guerrilha são relativamente ineficazes; quebra-quebra talvez funcione, talvez não; assassinatos definitivamente funcionam (em ditaduras, não em democracias).
O assassinato do afro-americano George Floyd por policiais de Minneapolis gerou escândalo em todo o mundo e levou a uma onda de manifestações na região. Inicialmente pacíficas, elas foram se tornando mais tumultuosas ao longo dos dias. Delegacias foram atacadas, lojas foram incendiadas e saqueadas. O vandalismo atraiu o opróbio de uma fração significativa do espectro político americano que, francamente, não teria lá muita simpatia pelo movimento de qualquer forma. Por outro lado, não são raros nas redes sociais os comentários elogiosos sobre as táticas agressivas da população de Minneapolis, particularmente em comparação a manifestações mais bem-comportadas, mas em última análise inócuas. No Reddit Brasil, uma foto de um prédio em chamas com a legenda “nota de repúdio em Minneapolis” recebeu 2.900 reações positivas em um dia. O gracejo reflete uma crença comum de que atos de violência, insurreições armadas e depredação de propriedades seriam mais eficientes em coagir as autoridades no poder, extrair concessões e atingir objetivos políticos. Entretanto, uma breve análise da literatura em ciência política sobre o tema revela um quadro um pouco mais ambíguo.
Comecemos com a forma mais ubíqua (e destrutiva) de violência política: o terrorismo. Ao longo da história, grupos políticos de todos os matizes lançaram mão de assaltos, sequestros e atentados na luta contra adversários estatais mais poderosos, direcionando os seus ataques à população civil como uma forma de desmoralizar o governo. A sopa de letrinhas inclui nacionalistas dos quatro cantos do mundo – irlandeses, portorriquenhos, bascos, tâmeis, palestinos – e militantes de ambos os lados do espectro político. O que eles conseguiram?
À primeira vista, é possível observar ganhos limitados conseguidos através de táticas de terror. Ao analisarem os padrões geográficos de ataques a bomba em Israel entre 1988 e 2006, Gould e Klor (2010) mostram que eles aumentaram o apoio da população israelense a concessões territoriais a palestinos, com os efeitos sendo mais fortes entre grupos conservadores. Além disso, segundo Pape (2003), grupos políticos que iniciam ataques suicidas também aumentam as chances de que democracias liberais retirem suas forças de ocupação.
Contudo, o quadro é menos positivo no longo prazo. Abrahms (2006) examinou 28 grupos considerados terroristas pelos Departamento de Estado norte-americano, concluindo que apenas 3 (7%) atingiram os seus objetivos autodeclarados ao longo das décadas. Com um banco de dados de 477 campanhas desde 1968, Cronin (2009) encontra um impressionante índice de fracasso absoluto (ou seja, a incapacidade de alcançar qualquer objetivo estratégico) de 94%, com o grupo terrorista médio durando entre cinco e nove anos. Uma coisa é conseguir a saída temporária de forças de segurança em um território restrito; outra, muito diferente, é separar a Irlanda do Norte do Reino Unido, a Chechênia da Rússia ou instaurar uma utopia anarquista na Europa.
Se a prática de atentados contra civis não parece uma estratégia promissora, talvez poderia ser mais produtivo focar contra as forças de segurança do regime. Chenoweth e Stephan (2011) compilaram 323 campanhas violentas e não-violentas entre 1900 e 2006, encontrando uma taxa de sucesso total ou parcial duas vezes maior entre as segundas do que entre as primeiras (52% x 24%). O resultado permanece mesmo quando se leva em conta fatores como o tipo de regime atingido, as suas capacidades e o nível de repressão. Segundo Chenoweth, campanhas de guerrilha apresentam maiores barreiras físicas, morais e informacionais à participação, que é o aspecto mais importante a definir o sucesso de um movimento. Quanto mais pessoas forem para as ruas, e quanto mais diversos forem os setores que elas representam, maiores as chances de defecção nos setores de apoio de um regime (60% em relação às forças de segurança, no caso das maiores campanhas), backfiring em caso de repressão (que tem uma chance 22% maior de ocorrer se o movimento for pacífico) e sanções internacionais. Também nesse sentido, desafios pacíficos a governos latino-americanos tendem a ser respondidos com concessões, enquanto desafios violentos são reprimidos (FRANKLIN, 2009)
Bom, então não há dúvidas: a violência é definitivamente contraprodutiva, certo? Na verdade, as coisas não são tão simples assim. As pesquisas de Chenoweth fazem uma divisão dicotômica entre grupos insurgentes armados e manifestações pacíficas. A codificação de violência em sua amostra é derivada a partir do conjunto de dados “Correlates of War” (COW), que só inclui conflitos em que todos os combatentes estão armados e ocorrem ao menos mil mortes em batalha. No entanto, atos estratégicos de violência podem ocorrer em meio a movimentos majoritariamente não-violentos, como o arremesso de objetos contra policiais, tumultos e destruição de propriedades públicas e privadas. O estudo desse fenômeno, denominado “violência coletiva desarmada”, ainda é bem incipiente. Analisando 103 regimes não-democráticos entre 1990 e 2004, Kadivar e Ketchley (2018) descobrem que esse tipo de ação é positivamente associada à incidência de abertura política, medida como um aumento de até três pontos no score da Polity IV. Além disso, referindo-se à base de dados de campanhas não-violentas utilizada por Chenoweth, os autores apontam que muitos delas, como os protestos no Chile, na Polônia, na Sérvia e em Madagascar, na verdade fizeram uso extensivo da violência coletiva desarmada.
O trabalho de Kadivar e Ketchley (2018) é confirmado por alguns estudos empíricos, mas não por outros. De acordo com Aidt e Leon (2016), tumultos causados por secas aumentam as chances de redemocratização em países da África subsaariana. Bermeo (1997) descobre que a ocupação violenta de fábricas e depredações generalizadas fortalecem a posição de forças moderadas durante suas negociações com regimes autoritários. No caso de concessões em regimes democráticos, McAdam e Su (2002) concluem que protestos mais extremos contra a Guerra do Vietnã aumentaram a fração de votos de congressistas a favor da paz, apesar de terem tornado o processo legislativo mais vagaroso. Por sua vez, manifestações maiores e pacíficas tiveram o efeito contrário, reduzindo a porcentagem de votos pacifistas, mas acelerando as discussões no Congresso. Na França, há evidências de que atos específicos de violência foram produtivos no contexto de greves (SHORTER E TILLY, 1971); na Itália, os efeitos foram opostos (SNYDER E KELLY, 1976). As pesquisas dos anos 70 sobre o efeito de quebra-quebras nas comunidades negras dos EUA têm resultados contraditórios entre si (GIUGNI, 1998).
Nesse campo, o estudo de Huet-Vaughn (2015) chama a atenção. O autor critica boa parte da literatura citada por não ter utilizado variáveis instrumentais para controlar uma possível relação de endogeneidade. Lançando mão dos índices de pluviosidade e a frequência de feriados na França, que reduziriam a incidência de destruição de propriedade por, respectivamente, desencorajarem a prática de atividades fisicamente exaustivas e afastarem os jovens das manifestações, Huet-Vaughn encontra uma relação negativa entre depredações e índices de mudança de política. Ainda assim, ele reconhece que mais pesquisas são necessárias na área. Portanto, os estudos sobre violência política de baixo nível, quer seja na forma de tumultos generalizados ou de atos de depredação em meio a manifestações predominantemente pacíficas, ainda não permitem uma conclusão muito sólida.
Talvez essa discussão meio bizantina dê vontade de simplesmente pegar um revólver e mandar o presidente para a vala. Vejamos no que isso poderia dar. Jones e Olken (2007) compilaram uma base de dados com todas as tentativas de assassinato de chefes de Estado entre 1875 e 2004 – 278, dos quais apenas 59 resultaram em morte. O assassinato bem-sucedido de ditadores aumenta em 13% a chance de transição democrática em comparação com casos mal-sucedidos; enquanto o assassinato de presidentes democráticos não altera a natureza das instituições políticas. De fato, um tiro bem dado em um autocrata leva a uma probabilidade 19% maior de que transferência de poder no futuro ocorram de forma regular; a morte de um líder democrata, novamente, não tem esse efeito. A tendência maior de democratização pode ser observada até 10 anos depois do ato. Resumindo, portanto, o que a ciência política sabe até agora sobre a eficácia política da violência: Terrorismo contra civis praticamente nunca dá certo.
Guerras de guerrilha malogram em ¾ das ocasiões, com a metade da taxa de sucesso de movimentos primariamente não-violentos.
Atos específicos de depredação no bojo de protestos pacíficos têm efeitos bastante controversos (achei mais estudos que encontravam efeitos positivos do que negativos, mas entre os últimos está aquele que aparenta ser mais metodologicamente rigoroso, embora limitado do ponto de vista geográfico).
Mandar um ditador comer capim pela raiz (o que não é nada fácil, já que tentativas de assassinato têm um índice de fracasso de 75%) aumenta significativamente as chances de redemocratização, mas matar um democrata não tem efeito nenhum.
AVISO: EVITEI POSTAR O NOME DO SUJEITO POR CONTA DA PRIVACIDADE DO AUTOR E DE SEU USUÁRIO, PORÉM SE ELE SENTIR CONFORTÁVEL, POSSO COLOCAR OS CRÉDITOS.
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2020.03.06 13:09 PaulHenrik [8° dia] #BOICOTENACIONAL: empresas que querem financiar o golpe/ditadura. RESTAURANTE MADERO CONFIRMA APOIO E CHAMA CURITIBA DE REPÚBLICA

ATUALIZAÇÕES DE ONTEM PRA HOJE ABAIXO EM FORMATO CITAÇÃO
Há duas maneiras de não enxergar uma foto: sem luz nenhuma ou com excesso de luz. Sem luz nenhuma, só tem sombra e você não enxerga. Com excesso de luz, o negativo da foto queima e a imagem fica toda branca. É isso que está acontecendo hoje: a situação está tão escancarada que algumas pessoas não conseguem enxergar.
*Entendam a gravidade da situação com opinião de JORNALISTAS (resumo de degravação do podcast abaixo do link. Degravação completa nos comentários abaixo deste post): https://open.spotify.com/episode/2c4jswsVd2u9yihN0qTgEp?si=NrN9Nf6SQ_yTIfBzfth48w
Aos 06m27s, fala da jornalista política Vera Magalhães (jornal Estadão e Roda Viva): "me chega pelo Whatsapp um recado de uma fonte “Jair Bolsonaro, está compartilhando um vídeo chamando pras manifestação junto com esse texto”, em seguida manda *um print, pra mostrar que ela **realmente havia recebido do Bolsonaro, tinha o brasão da república, que é o avatar que ele usa no Whatsapp, o nº do presidente, que eu cotejei na minha agenda pessoal e vi que era o próprio nº. É o Presidente da República compartilhando **um vídeo auto-laudatório: é construído em tons épicos, com hino nacional ao fundo, pra mostrar que existe um chamamento à ação pras pessoas ‘vão às ruas defender o presidente’, sabe-se lá de que. Ele compartilhou esse vídeo e um outro vídeo com uma produção mais tosca, com diferença de horas (numa noite e outro numa manhã) e com um textinho em que ele faz o convite em nome do General Heleno e do Capitão Bolsonaro, não do presidente Jair Bolsonaro ou do Ministro Augusto Heleno. A Mônica Berga na Folha consegue confirmar em outra fonte que recebeu um dos vídeos (o mais tosquinho) e a mensagem, que foi o ex-deputado Alberto Fraga ... A notícia não foi contestada
Aos 9:12~10:39, ouçam o *áudio do vídeo** (o mais editado) do Bolsonaro convocando as manifestações
Aos 13m24s, Leandro Demori (Intercept): A mensagem (do protesto) está num contexto das manifestações que vão acontecer no dia 15. A gente não pode tirar isso do contexto, não é um vídeo solto no ar. *Essas manifestações são claramente manifestações anti-Congresso**. Do tipo assim ‘esses caras estão atrapalhando o país’. Se não tivesse a história de fechar o STF com um cabo e um jipe, é a mesma coisa; criação de uma narrativa dizendo pra população ‘olha só; o Mito quer fazer, mas esses caras não deixam. Então ajuda a gente a esmagar esses caras, de modo que a gente faça o que a gente quer sem negociar, sem fazer política’.
13m58 Pedro Dória (Estadão, O Globo, CBN): “As peças do contexto que são importantes: *a história começa quando o general Augusto Heleno está no Palácio do Planalto** numa determinada cerimônia e captado pelo próprio vídeo oficial do Palácio do Planalto. Ele comenta que considera que o Congresso Nacional está chantageando o Presidente da República e que o Bolsonaro deveria convocar a população às ruas. A partir daí começa uma articulação nas redes sociais, principalmente whatsapp, muitos dos empresários bolsonaristas dizendo que vão casar dinheiro em cima de pagar carro de som etc. **na maioria das imagens que circulam primeiro no whatsapp, depois no Twitter, depois no Facebook etc aparece claramente que ‘olha, isso aqui é uma manifestação contra o Congresso Nacional’. A mais grave dessas imagens é uma imagem que aparece o vice-presidente Hamilton Mourão, o Heleno e mais dois dos outros generais palacianos fardados ainda, com as roupas do exército nacional, dizendo ‘generais estão esperando as ordens do povo para se manifestar, para se organizar contra o Congresso Nacional, que está vetando’... ...o Presidente da República tem o dever de preservar a independência dos 3 poderes e respeitar a separação dos 3 poderes. Ou seja, Presidente da República não convoca manifestação popular contra nenhum dos outros 3 poderes. Ponto. Isso não acontece nos EAU, na França, em lugar nenhum. Isso acontece na Venezuela. impessoalidade do cargo: Jair Bolsonaro não é ‘pessoa Jair Bolsonaro’, ele é o Presidente da República, ele é a Instituição Presidência da República. Ele representa o chefe de estado do Brasil. ser patriota não é ser bolsonarista. Quando ele faz e distribui um vídeo no qual a mensagem está ‘Jair Bolsonaro se sacrificou por nós’, e aí tem a cena da facada no vídeo. ‘agora venha você provar que é patriota’ pondo-se ao lado de Jair Bolsonaro está rompendo aquilo que a democracia foi inventada para lutar contra, que é a ideia de que a figura do Chefe de Estado e a figura do país se juntam. Então ele rompe com 2 preceitos fundamentais de uma democracia liberal que é o regime brasileiro. E isso daria inclusive espaço para um impeachment por quebra de decoro etc.
Aos 18:20, Vera Magalhães (jornal Estadão e Roda Viva): *Não é a 1ª vez que se tenta uma manifestação a favor do governo, e este é um componente que o Bolsonaro tem usado com frequência, essa saída das pessoas às ruas, para pressionar as instituições de fora para dentro. No **ano passado houve uma convocação igualmente violenta, igualmente contra (a princípio, que foi denunciada pela imprensa), de um ato contra o Supremo, inicialmente, que depois se esvolou(sic!) para Supremo e Congresso. Quando finalmente as pessoas foram às ruas, ficou vidente que era um ato contra o Congresso e o Supremo. **Houve pixuleco do Rodrigo Maia, tomate na cara dos ministros do Supremo, fora STF, abaixo golpistas etc, com qual contexto?: pressionar o Supremo pelas reformas e para agir dentro do que o Bolsonaro esperava.
Aos 20:10, Vera Magalhães (jornal Estadão e Roda Viva): o que está em disputa aí é a disputa pelo orçamento, *disputa pelo poder** e um jogo entre Congresso e Executivo, de o Congresso querer a todo momento refrear o Bolsonaro e ele tentar usar a rua pra pôr o pé na porta.
Aos 21:42 Vera Magalhães (jornal Estadão e Roda Viva): “O grupo (do whatsapp) MKT Bolsonaro existe desde 2018: Marketing Bolsonaro. Inclui* alguns desses influenciadores, pessoas de sites bolsonaristas, alguns analistas políticos do mercado, um Secretário do governo Bolsonaro, Secretário de Produtividade do Ministério da Economia (Carlos da Costa), e alguns investidores que já tinham sido abordados sobre a milícia digital Bolsonarista... Otávio Facuri já tinha sido colocado como um desses caras da milícia digital, fazendo difamação, usando o site que ele banca para fazer difamação, inclusive pra derrubar o Ministro, e é nesse grupo que eles discutem, falam muito mal do Congresso, com a presidência de um Secretário do Paulo Guedes, e em seguida ele diz “eu vou bancar quantos caminhões for, vou mandar quem for pra rua, porque não vou deixar derrubarem este governo. Existe um golpe branco sendo armado e eu não vou deixar derrubar esse governo’. Então a coisa do golpismo/contra-golpismo, a paranoia, está presente em toda a urdidura dessa manifestação.”
Aos 23m00s Vera Magalhães (jornal Estadão e Roda Viva): “Bernardo Custa* (um dos influenciadores presentes no grupo de whatsapp MKT Bolsonaro), postou no Twitter ‘foda-se. 15 de março’ e a foto do general Heleno com farda em frente à multidão no Congresso ... são nessas imagens que o ataque ao Congresso está mais forte.
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CONTEXTO
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) No dia 26/fev/2020, Bolsonaro gravou e postou video convocando a população a manifestar nas ruas em 15 de março contra o Congresso Nacional (rumo a um golpe ditatorial). https://www.terra.com.bnoticias/brasil/bolsonaro-compartilha-video-que-convoca-ato-contra-congresso,a9ca484dc724332732158a232a8fd4a0aort0spa.html)
Foi noticiado que empresas do grupo Instituto Brasil 200 querem financiar esse golpe, impulsionando a campanha das manifestações contra o Congresso Nacional https://www1.folha.uol.com.bcolunas/monicabergamo/2020/02/empresario-bolsonarista-sugere-impulsionar-videos-com-ataques-ao-congresso.shtml
As seguintes empresas querem financiar o golpe (fonte: https://www.brasil200.com.br ) :
Instituto Brasil 200
Beauty’in
Bioritmo (rede de academias)
BNZ
Centauro Esportes
Coco Bambu
Galápagos Capital Gestora de Fundos
Gocil
Havan
Instituto Eu Amo o Brasil
MADERO (restaurante)[https://revistaforum.com.bpolitica/socio-de-huck-dono-do-madero-adere-a-ato-golpista-e-diz-que-esta-100-com-bolsonaro/amp/]
Polishop
Riahuelo
Shark Tank Brasil (lista)[https://freesider.com.bprodutividade-e-gestao/empresarios-do-shark-tank-brasil/] inclui Chilli Beans e China In Box
Smartfit .
OBJETIVOS DO BOICOTE
1) Impedir que o Brasil caminhe para mais uma ditadura
2) Mostrar que somos uma democracia, que o poder emana do povo, e é isso que faremos: mostrar que com organização o poder vem de nós, e não ficaremos calados com tentativas de golpe nem do governo e nem das empresas privadas financiadoras do golpe
3) ATENÇÃO: isto não é um movimento político partidário, não tem a intenção de mudar o padrão de vidas de vocês. Não se trata de briga de esquerda/direita. O Brasil está caminhando pra uma ditadura, e isso É SÉRIO. (parafraseando)[https://www.reddit.com/brasil/comments/fbw944/3_dia_boicote_nacional_empresas_que_querem/fj9udfc] nosso amigo do Reddit: O problema não é Bolsonaro em si, mas sim quem ele representa. E são essas pessoas representadas por ele que estão felizaças com o seu governo. Pessoas como empresários e cristãos ultraconservadores, por exemplo. E todos eles apoiam que o Bolsonaro dissolva o congresso e o STF. E isso é literalmente um golpe de Estado. E se olhar na história, grande parte das ditaduras começaram oficialmente no dia que o congresso foi dissolvido.
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ESTRATÉGIAS DO BOICOTE (DISCUTIR ABAIXO)
*Lembrar do boicote todos os dias pelo menos até 15 de março de 2020
Fixar um tópico sobre #BOICOTENACIONAL #DIGANAOADITADURA no brasil. Não quero farmar Karma Points aqui. O objetivo é EVITAR UMA DITADURA. Os responsáveis pelo discurso pró-ditadura estão testando os limites da tolerância. Se não reagirmos, eles vão continuar até o ponto de não-retorno: a ditadura. Já sugeriram que eu pedisse pros Moderadores do brasil fixar um post, mas tem dois problemas: 1-como solicitar isso? 2-em outros posts que fiz, sempre que eu editei alguma coisa (título ou texto), o post foi deletado
*Campanha no Twitter, Facebook e Instagram: #BOICOTENACIONAL. DIGA NÃO À DITADURA. Vamos postar com o texto acima, nomes das empresas e espalhar
*"Eu já não consumia mesmo". Excelente! Você pode ajudar espalhando a campanha para mais pessoas que ainda não aderiram
Criar e postar materiais visuais do boicote: informações sucintas e práticas, links ou qr code das notícias comprobatórias do envolvimento dessas empresas. Não foi produzido nada, mas há uma Imagem no Instagram "Golpe em Progresso" na bandeira*: https://www.instagram.com/p/B9H6BdanXoG/?igshid=1952ed2mq76qo
*Conscientizar a população sobre a história da Ditadura Militar do Brasil entre 1964 e 1985, para que não se repita
*Convencer os amigos a não comprarem produtos e serviços dessas empresas, nem na loja física nem pela internet
*Cancelar contratos com essas empresas e procurar outras que prestem o mesmo serviço
*Cancelar compras e faturas de cartão pendentes e devolver produtos já adquiridos
*Remover ações e investimentos do Mercado Financeiro no nome dessas empresas
*Encontrar e divulgar informações (COM FONTES VERÍDICAS) de outras que tentam financiar golpe, assim como de empresas subsidiárias (empresas que não estão na lista do Instituto Brasil 200, mas cuja renda vai pra essas empresas indiretamente)
*Divulgar a ideia do boicote para influencers. Precisamos de nomes que tenham força pra levar a ideia adiante
*Monitorar resultados do boicote (notícias relacionadas, números etc)
*Discutir mais ideias de estratégia do boicote
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ADENDOS
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*Este post diário do Reddit está sendo feio por uma pessoa, sem ajuda de ninguém. Sempre dá pra melhorar. Se a gente esperar ficar pronto pra começar algo, a gente não vai começar nunca. Ninguém tá pronto. Somos uma eterna versão Beta. Eu entendo as críticas de alguns de vocês, de que isto está surtindo pouco efeito. A ideia está aí, e com uma pessoa só fazendo não vai muito longe. Por isso, a ideia precisa de apoio. Criticar E FAZER.
*Sobre a notícia de que o Instituto Brasil 200 "deu atrás" e não vai nas manifestações de 15 de março: PALAVRAS não são atitudes. Se o grupo disser que não vai fazer e mesmo assim fizer, corremos o risco de abandonar um movimento contra uma ditadura no Brasil. A partir do momento que se pronunciaram, o estrago já foi feito, o discurso pró-golpe do Presidente foi ainda mais disseminado, fomentaram a população a derrubar o Legislativo Federal (esse foi o início do AI5), a ideologia fascista foi marcada. As marcas que disseram financiar as manifestações já estão com seus nomes manchados, e não será uma matéria de jornal que os fará sair impune; a notícia da Folha diz que outras empresas VÃO CONTINUAR dando apoio à manifestação para derrubar o Congresso.
*A Mattel e a Disney estão com parcerias com a Riachuello. Buscar todos os meios necessários para informar Mattel, Disney e seus clientes sobre apoio à ditadura promovido pela Riachuello.
*Se você é ou conhece endorser dessas marcas (artistas, influencers etc), conscientizar e convencer a tirar o endorse dessas empresas e procurar outras (alguns nomes: Sabrina Sato, Maisa Silva, Rita Carreira, Paola Antonini, Paloma Barbiezinha, Izabelle Marques e Alexandre Herchcovitch)
*As Lojas Americanas têm produtos em parceria com a Centauro. Precisam ser boicotados e a marca precisa ser pressionada
*A Centauro comprou a Nike no Brasil em fevereiro
A ameaça de Bolsonaro é grave, não adianta "voltar atrás" e dar uma de João sem braço. (Não foi aberto processo de impeachment, ninguém foi cassado, ninguém foi preso)[https://www1.folha.uol.com.bpode2020/02/e-cedo-para-apontar-crime-de-responsabilidade-a-bolsonaro-diz-chefe-do-ministerio-publico-de-sp.shtml]. Nenhum ministro golpista caiu. Rodrigo Maia reiterou seu compromisso com a aprovação das reformas. *Se elas gerarem bons resultados econômicos, Bolsonaro vai dizer que o Congresso só trabalhou sob ameaça de golpe.** (parafraseando([https://www.reddit.com/brasil/comments/fcegrg/4_dia_boicotenacional_empresas_que_querem/fjabxf0?utm_medium=android_app&utm_source=share] Mesmo aquele que apoiar esse tipo de iniciativa de teste das instituições para a produção de resultados que aprove (reformas) precisa ter em mente que o possível êxito dessa estratégia vai marcar a política pro futuro. Imagine se reformas de esquerda (digamos que algo como o Chile está fazendo recentemente) sejam feitas na base da ameaça. Não é bom pro jogo democrático.
O dono do restaurante Madero publicou em seu Instagram oficial que vai apoiar o golpe, e chamou o estado de Curitiba de "República", denotando uma tentativa inconstitucional de desmembramento dos estados. https://www.instagram.com/p/B9Sbg-DFs2H/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=embed_video_watch_again
https://brasil.elpais.com/brasil/2020-03-04/rede-de-fake-news-via-whatsapp-e-ativada-para-mobilizar-base-bolsonarista-contra-congresso.html>Na semana passada, o presidente mentiu sobre o endosso feito aos protestos de 15 de março com a pauta anti-Congresso. Em sua transmissão ao vivo na quinta-feira nas redes sociais, o presidente afirmou que o vídeo que ele havia compartilhado era de 2015, e não 2020, e que se tratava de uma convocatória para ato contra a então presidenta Dilma Rousseff. “É um vídeo que eu peço o comparecimento do pessoal no dia 15 de março de 2015, que, por coincidência, foi num domingo”, afirmou. No entanto, o presidente desconsiderou que o vídeo tem imagens suas, então candidato à Presidência, levando uma facada em Juiz de Fora (MG), episódio ocorrido em setembro de 2018.
Matéria da (Folha)[https://www1.folha.uol.com.bpode2020/02/ato-com-grupos-autoritarios-e-incentivado-por-deputados-bolsonaristas-e-gera-repudio.shtml]
Pelas redes sociais e por WhatsApp, apoiadores do presidente postam imagens de ataque ao Congresso, retirada dos comandantes da Câmara e do Senado e de alusão ao uso das Forças Armadas no movimento.
O próprio presidente Jair Bolsonaro encaminhou a amigos um vídeo que convoca a população a ir às ruas no dia 15 de março para defendê-lo. A informação foi confirmada à Folha pelo ex-deputado federal Alberto Fraga (DF).
O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, disse que o ato de Bolsonaro, se confirmado, pode abrir caminho para pedido de impeachment.
Em uma das postagens de apoiadores de Bolsonaro, a foto de Mourão e de Heleno fardado aparece ao lado de outros dois militares com a frase: "Os generais aguardam as ordens do povo. FORA Maia e Alcolumbre".
Senadora Soraya Thronicke disse "Eu estou nos bastidores e posso dizer com propriedade: não duvidem do general Heleno"
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Links antigos do reddit:
Dia 1: https://www.reddit.com/brasil/comments/fav6yvamos_organizar_um_boicote_nacional_aos/?utm_medium=android_app&utm_source=share
Dia 2: https://www.reddit.com/brasil/comments/fbbrbh/2_dia_boicote_nacional_empresas_que_querem/?utm_medium=android_app&utm_source=share
Dia 3: https://www.reddit.com/brasil/comments/fbw944/3_dia_boicote_nacional_empresas_que_querem/?utm_medium=android_app&utm_source=share
Dia 4: https://www.reddit.com/brasil/comments/fcegrg/4_dia_boicotenacional_empresas_que_querem/
Dia 5: https://www.reddit.com/brasil/comments/fcto8b/5_dia_boicotenacional_empresas_que_querem/
Dia 6: https://www.reddit.com/brasil/comments/fdenfg/6_dia_boicotenacional_jornalistas_explicam/
Dia 8: hoje
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2020.03.04 16:32 PaulHenrik [6° dia] #BOICOTENACIONAL. Jornalistas explicam contexto dos vídeos de Bolsonaro: está havendo tentativa de fechar Congresso e STF, e há empresas privadas engajadas em financiar manifestações para isso.

ATUALIZAÇÕES DE ONTEM PRA HOJE ABAIXO EM FORMATO CITAÇÃO
Há duas maneiras de não enxergar uma foto: sem luz nenhuma ou com excesso de luz. Sem luz nenhuma, só tem sombra e você não enxerga. Com excesso de luz, o negativo da foto queima e a imagem fica toda branca. É isso que está acontecendo hoje: a situação está tão escancarada que algumas pessoas não conseguem enxergar.
Aos 06m27s, fala da jornalista política Vera Magalhães (jornal Estadão e Roda Viva): "me chega pelo Whatsapp um recado de uma fonte “Jair Bolsonaro, está compartilhando um vídeo chamando pras manifestação junto com esse texto”, em seguida manda um print, pra mostrar que ela realmente havia recebido do Bolsonaro, tinha o brasão da república, que é o avatar que ele usa no Whatsapp, o nº do presidente, que eu cotejei na minha agenda pessoal e vi que era o próprio nº. É o Presidente da República compartilhando **um vídeo auto-laudatório: é construído em tons épicos, com hino nacional ao fundo, pra mostrar que existe um chamamento à ação pras pessoas ‘vão às ruas defender o presidente’, sabe-se lá de que. Ele compartilhou esse vídeo e um outro vídeo com uma produção mais tosca, com diferença de horas (numa noite e outro numa manhã) e com um textinho em que ele faz o convite em nome do General Heleno e do Capitão Bolsonaro, não do presidente Jair Bolsonaro ou do Ministro Augusto Heleno. A Mônica Berga na Folha consegue confirmar em outra fonte que recebeu um dos vídeos (o mais tosquinho) e a mensagem, que foi o ex-deputado Alberto Fraga ... A notícia não foi contestada
Aos 9:12~10:39, ouçam o áudio do vídeo (o mais editado) do Bolsonaro convocando as manifestações
Aos 13m24s, Leandro Demori (Intercept): A mensagem (do protesto) está num contexto das manifestações que vão acontecer no dia 15. A gente não pode tirar isso do contexto, não é um vídeo solto no ar. Essas manifestações são claramente manifestações anti-Congresso. Do tipo assim ‘esses caras estão atrapalhando o país’. Se não tivesse a história de fechar o STF com um cabo e um jipe, é a mesma coisa; criação de uma narrativa dizendo pra população ‘olha só; o Mito quer fazer, mas esses caras não deixam. Então ajuda a gente a esmagar esses caras, de modo que a gente faça o que a gente quer sem negociar, sem fazer política’.
13m58 Pedro Dória (Estadão, O Globo, CBN): “As peças do contexto que são importantes: a história começa quando o general Augusto Heleno está no Palácio do Planalto numa determinada cerimônia e captado pelo próprio vídeo oficial do Palácio do Planalto. Ele comenta que considera que o Congresso Nacional está chantageando o Presidente da República e que o Bolsonaro deveria convocar a população às ruas. A partir daí começa uma articulação nas redes sociais, principalmente whatsapp, muitos dos empresários bolsonaristas dizendo que vão casar dinheiro em cima de pagar carro de som etc. **na maioria das imagens que circulam primeiro no whatsapp, depois no Twitter, depois no Facebook etc aparece claramente que ‘olha, isso aqui é uma manifestação contra o Congresso Nacional’. A mais grave dessas imagens é uma imagem que aparece o vice-presidente Hamilton Mourão, o Heleno e mais dois dos outros generais palacianos fardados ainda, com as roupas do exército nacional, dizendo ‘generais estão esperando as ordens do povo para se manifestar, para se organizar contra o Congresso Nacional, que está vetando’... ...o Presidente da República tem o dever de preservar a independência dos 3 poderes e respeitar a separação dos 3 poderes. Ou seja, Presidente da República não convoca manifestação popular contra nenhum dos outros 3 poderes. Ponto. Isso não acontece nos EAU, na França, em lugar nenhum. Isso acontece na Venezuela. impessoalidade do cargo: Jair Bolsonaro não é ‘pessoa Jair Bolsonaro’, ele é o Presidente da República, ele é a Instituição Presidência da República. Ele representa o chefe de estado do Brasil. ser patriota não é ser bolsonarista. Quando ele faz e distribui um vídeo no qual a mensagem está ‘Jair Bolsonaro se sacrificou por nós’, e aí tem a cena da facada no vídeo. ‘agora venha você provar que é patriota’ pondo-se ao lado de Jair Bolsonaro está rompendo aquilo que a democracia foi inventada para lutar contra, que é a ideia de que a figura do Chefe de Estado e a figura do país se juntam. Então ele rompe com 2 preceitos fundamentais de uma democracia liberal que é o regime brasileiro. E isso daria inclusive espaço para um impeachment por quebra de decoro etc.
Aos 18:20, Vera Magalhães (jornal Estadão e Roda Viva): Não é a 1ª vez que se tenta uma manifestação a favor do governo, e este é um componente que o Bolsonaro tem usado com frequência, essa saída das pessoas às ruas, para pressionar as instituições de fora para dentro. No ano passado houve uma convocação igualmente violenta, igualmente contra (a princípio, que foi denunciada pela imprensa), de um ato contra o Supremo, inicialmente, que depois se esvolou(sic!) para Supremo e Congresso. Quando finalmente as pessoas foram às ruas, ficou vidente que era um ato contra o Congresso e o Supremo. **Houve pixuleco do Rodrigo Maia, tomate na cara dos ministros do Supremo, fora STF, abaixo golpistas etc, com qual contexto?: pressionar o Supremo pelas reformas e para agir dentro do que o Bolsonaro esperava.
Aos 20:10, Vera Magalhães (jornal Estadão e Roda Viva): o que está em disputa aí é a disputa pelo orçamento, disputa pelo poder e um jogo entre Congresso e Executivo, de o Congresso querer a todo momento refrear o Bolsonaro e ele tentar usar a rua pra pôr o pé na porta.
Aos 21:42 Vera Magalhães (jornal Estadão e Roda Viva): “O grupo (do whatsapp) MKT Bolsonaro existe desde 2018: Marketing Bolsonaro. Inclui alguns desses influenciadores, pessoas de sites bolsonaristas, alguns analistas políticos do mercado, um Secretário do governo Bolsonaro, Secretário de Produtividade do Ministério da Economia (Carlos da Costa), e alguns investidores que já tinham sido abordados sobre a milícia digital Bolsonarista... Otávio Facuri já tinha sido colocado como um desses caras da milícia digital, fazendo difamação, usando o site que ele banca para fazer difamação, inclusive pra derrubar o Ministro, e é nesse grupo que eles discutem, falam muito mal do Congresso, com a presidência de um Secretário do Paulo Guedes, e em seguida ele diz “eu vou bancar quantos caminhões for, vou mandar quem for pra rua, porque não vou deixar derrubarem este governo. Existe um golpe branco sendo armado e eu não vou deixar derrubar esse governo’. Então a coisa do golpismo/contra-golpismo, a paranoia, está presente em toda a urdidura dessa manifestação.”
Aos 23m00s Vera Magalhães (jornal Estadão e Roda Viva): “Bernardo Custa (um dos influenciadores presentes no grupo de whatsapp MKT Bolsonaro), postou no Twitter ‘foda-se. 15 de março’ e a foto do general Heleno com farda em frente à multidão no Congresso ... são nessas imagens que o ataque ao Congresso está mais forte.
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CONTEXTO
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) No dia 26/fev/2020, Bolsonaro gravou e postou video convocando a população a manifestar nas ruas em 15 de março contra o Congresso Nacional (rumo a um golpe ditatorial). https://www.terra.com.bnoticias/brasil/bolsonaro-compartilha-video-que-convoca-ato-contra-congresso,a9ca484dc724332732158a232a8fd4a0aort0spa.html)
Foi noticiado que empresas do grupo Instituto Brasil 200 querem financiar esse golpe, impulsionando a campanha das manifestações contra o Congresso Nacional https://www1.folha.uol.com.bcolunas/monicabergamo/2020/02/empresario-bolsonarista-sugere-impulsionar-videos-com-ataques-ao-congresso.shtml
As seguintes empresas querem financiar o golpe (fonte: https://www.brasil200.com.br ) :
Instituto Brasil 200
Beauty’in
Bioritmo (rede de academias)
BNZ
Centauro Esportes
Coco Bambu
Galápagos Capital Gestora de Fundos
Gocil
Havan
Instituto Eu Amo o Brasil
Polishop
Riahuelo
Shark Tank Brasil (lista)[https://freesider.com.bprodutividade-e-gestao/empresarios-do-shark-tank-brasil/] inclui Chilli Beans e China In Box
Smartfit .
OBJETIVOS DO BOICOTE
1) Impedir que o Brasil caminhe para mais uma ditadura
2) Mostrar que somos uma democracia, que o poder emana do povo, e é isso que faremos: mostrar que com organização o poder vem de nós, e não ficaremos calados com tentativas de golpe nem do governo e nem das empresas privadas financiadoras do golpe
3) ATENÇÃO: isto não é um movimento político partidário, não tem a intenção de mudar o padrão de vidas de vocês. Não se trata de briga de esquerda/direita. O Brasil está caminhando pra uma ditadura, e isso É SÉRIO. (parafraseando)[https://www.reddit.com/brasil/comments/fbw944/3_dia_boicote_nacional_empresas_que_querem/fj9udfc] nosso amigo do Reddit: O problema não é Bolsonaro em si, mas sim quem ele representa. E são essas pessoas representadas por ele que estão felizaças com o seu governo. Pessoas como empresários e cristãos ultraconservadores, por exemplo. E todos eles apoiam que o Bolsonaro dissolva o congresso e o STF. E isso é literalmente um golpe de Estado. E se olhar na história, grande parte das ditaduras começaram oficialmente no dia que o congresso foi dissolvido.
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ESTRATÉGIAS DO BOICOTE (DISCUTIR ABAIXO)
*Lembrar do boicote todos os dias pelo menos até 15 de março de 2020
Fixar um tópico sobre #BOICOTENACIONAL #DIGANAOADITADURA no brasil. Não quero farmar Karma Points aqui. O objetivo é EVITAR UMA DITADURA. Os responsáveis pelo discurso pró-ditadura estão testando os limites da tolerância. Se não reagirmos, eles vão continuar até o ponto de não-retorno: a ditadura. Já sugeriram que eu pedisse pros Moderadores do brasil fixar um post, mas tem dois problemas: 1-como solicitar isso? 2-em outros posts que fiz, sempre que eu editei alguma coisa (título ou texto), o post foi deletado
*Campanha no Twitter, Facebook e Instagram: #BOICOTENACIONAL. DIGA NÃO À DITADURA. Vamos postar com o texto acima, nomes das empresas e espalhar
*"Eu já não consumia mesmo". Excelente! Você pode ajudar espalhando a campanha para mais pessoas que ainda não aderiram
Criar e postar materiais visuais do boicote: informações sucintas e práticas, links ou qr code das notícias comprobatórias do envolvimento dessas empresas. Não foi produzido nada, mas há uma Imagem no Instagram "Golpe em Progresso" na bandeira*: https://www.instagram.com/p/B9H6BdanXoG/?igshid=1952ed2mq76qo
*Conscientizar a população sobre a história da Ditadura Militar do Brasil entre 1964 e 1985, para que não se repita
*Convencer os amigos a não comprarem produtos e serviços dessas empresas, nem na loja física nem pela internet
*Cancelar contratos com essas empresas e procurar outras que prestem o mesmo serviço
*Cancelar compras e faturas de cartão pendentes e devolver produtos já adquiridos
*Remover ações e investimentos do Mercado Financeiro no nome dessas empresas
*Encontrar e divulgar informações (COM FONTES VERÍDICAS) de outras que tentam financiar golpe, assim como de empresas subsidiárias (empresas que não estão na lista do Instituto Brasil 200, mas cuja renda vai pra essas empresas indiretamente) *Divulgar a ideia do boicote para influencers. Precisamos de nomes que tenham força pra levar a ideia adiante
*Monitorar resultados do boicote (notícias relacionadas, números etc)
*Discutir mais ideias de estratégia do boicote
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ADENDOS
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*Este post diário do Reddit está sendo feio por uma pessoa, sem ajuda de ninguém. Sempre dá pra melhorar. Se a gente esperar ficar pronto pra começar algo, a gente não vai começar nunca. Ninguém tá pronto. Somos uma eterna versão Beta. Eu entendo as críticas de alguns de vocês, de que isto está surtindo pouco efeito. A ideia está aí, e com uma pessoa só fazendo não vai muito longe. Por isso, a ideia precisa de apoio. Criticar E FAZER.
*Sobre a notícia de que o Instituto Brasil 200 "deu atrás" e não vai nas manifestações de 15 de março: PALAVRAS não são atitudes. Se o grupo disser que não vai fazer e mesmo assim fizer, corremos o risco de abandonar um movimento contra uma ditadura no Brasil. A partir do momento que se pronunciaram, o estrago já foi feito, o discurso pró-golpe do Presidente foi ainda mais disseminado, fomentaram a população a derrubar o Legislativo Federal (esse foi o início do AI5), a ideologia fascista foi marcada. As marcas que disseram financiar as manifestações já estão com seus nomes manchados, e não será uma matéria de jornal que os fará sair impune; a notícia da Folha diz que outras empresas VÃO CONTINUAR dando apoio à manifestação para derrubar o Congresso.
*A Mattel e a Disney estão com parcerias com a Riachuello. Buscar todos os meios necessários para informar Mattel, Disney e seus clientes sobre apoio à ditadura promovido pela Riachuello. *Se você é ou conhece endorser dessas marcas (artistas, influencers etc), conscientizar e convencer a tirar o endorse dessas empresas e procurar outras (alguns nomes: Sabrina Sato, Maisa Silva, Rita Carreira, Paola Antonini, Paloma Barbiezinha, Izabelle Marques e Alexandre Herchcovitch)
*As Lojas Americanas têm produtos em parceria com a Centauro. Precisam ser boicotados e a marca precisa ser pressionada *A Centauro comprou a Nike no Brasil em fevereiro
A ameaça de Bolsonaro é grave, não adianta "voltar atrás" e dar uma de João sem braço. (Não foi aberto processo de impeachment, ninguém foi cassado, ninguém foi preso)[https://www1.folha.uol.com.bpode2020/02/e-cedo-para-apontar-crime-de-responsabilidade-a-bolsonaro-diz-chefe-do-ministerio-publico-de-sp.shtml]. Nenhum ministro golpista caiu. Rodrigo Maia reiterou seu compromisso com a aprovação das reformas. Se elas gerarem bons resultados econômicos, Bolsonaro vai dizer que o Congresso só trabalhou sob ameaça de golpe. (parafraseando([https://www.reddit.com/brasil/comments/fcegrg/4_dia_boicotenacional_empresas_que_querem/fjabxf0?utm_medium=android_app&utm_source=share] Mesmo aquele que apoiar esse tipo de iniciativa de teste das instituições para a produção de resultados que aprove (reformas) precisa ter em mente que o possível êxito dessa estratégia vai marcar a política pro futuro. Imagine se reformas de esquerda (digamos que algo como o Chile está fazendo recentemente) sejam feitas na base da ameaça. Não é bom pro jogo democrático.
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Links antigos do reddit:
Dia 1: https://www.reddit.com/brasil/comments/fav6yvamos_organizar_um_boicote_nacional_aos/?utm_medium=android_app&utm_source=share
Dia 2: https://www.reddit.com/brasil/comments/fbbrbh/2_dia_boicote_nacional_empresas_que_querem/?utm_medium=android_app&utm_source=share
Dia 3: https://www.reddit.com/brasil/comments/fbw944/3_dia_boicote_nacional_empresas_que_querem/?utm_medium=android_app&utm_source=share
Dia 4: https://www.reddit.com/brasil/comments/fcegrg/4_dia_boicotenacional_empresas_que_querem/
Dia 5: https://www.reddit.com/brasil/comments/fcto8b/5_dia_boicotenacional_empresas_que_querem/
Dia 6: hoje
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2020.03.03 13:12 PaulHenrik [5° dia] #BOICOTENACIONAL: empresas que querem financiar o golpe contra o Congresso e iniciar uma ditadura

ATUALIZAÇÕES DE ONTEM PRA HOJE ABAIXO EM FORMATO CITAÇÃO
Imagem "Golpe em Progresso" na bandeira: https://www.instagram.com/p/B9H6BdanXoG/?igshid=1952ed2mq76qo . **CONTEXTO
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) No dia 26/fev/2020, Bolsonaro gravou e postou video convocando a população a manifestar nas ruas em 15 de março contra o Congresso Nacional (rumo a um golpe ditatorial). https://www.terra.com.bnoticias/brasil/bolsonaro-compartilha-video-que-convoca-ato-contra-congresso,a9ca484dc724332732158a232a8fd4a0aort0spa.html)
Entendam a gravidade da situação com opinião de JORNALISTAS: https://open.spotify.com/episode/2c4jswsVd2u9yihN0qTgEp?si=NrN9Nf6SQ_yTIfBzfth48w Foi noticiado que empresas do grupo Instituto Brasil 200 querem financiar esse golpe, impulsionando a campanha das manifestações contra o Congresso Nacional https://www1.folha.uol.com.bcolunas/monicabergamo/2020/02/empresario-bolsonarista-sugere-impulsionar-videos-com-ataques-ao-congresso.shtml
As seguintes empresas querem financiar o golpe (fonte: https://www.brasil200.com.br ) :
Instituto Brasil 200
Beauty’in
Bioritmo (rede de academias)
BNZ
Centauro Esportes
Coco Bambu
Galápagos Capital Gestora de Fundos
Gocil
Havan
Instituto Eu Amo o Brasil
Polishop
Riahuelo
Shark Tank Brasil (lista)[https://freesider.com.bprodutividade-e-gestao/empresarios-do-shark-tank-brasil/] inclui Chilli Beans e China In Box
Smartfit
.
OBJETIVOS DO BOICOTE
1) Impedir que o Brasil caminhe para mais uma ditadura
2) Mostrar que somos uma democracia, que o poder emana do povo, e é isso que faremos: mostrar que com organização o poder vem de nós, e não ficaremos calados com tentativas de golpe nem do governo e nem das empresas privadas financiadoras do golpe
3) ATENÇÃO: isto não é um movimento político partidário, não tem a intenção de mudar o padrão de vidas de vocês. Não se trata de briga de esquerda/direita. O Brasil está caminhando pra uma ditadura, e isso É SÉRIO. (parafraseando)[https://www.reddit.com/brasil/comments/fbw944/3_dia_boicote_nacional_empresas_que_querem/fj9udfc/] nosso amigo do Reddit: O problema não é Bolsonaro em si, mas sim quem ele representa. E são essas pessoas representadas por ele que estão felizaças com o seu governo. Pessoas como empresários e cristãos ultraconservadores, por exemplo. E todos eles apoiam que o Bolsonaro dissolva o congresso e o STF. E isso é literalmente um golpe de Estado. E se olhar na história, grande parte das ditaduras começaram oficialmente no dia que o congresso foi dissolvido. ESTRATÉGIAS DO BOICOTE (DISCUTIR ABAIXO)
*Lembrar do boicote todos os dias pelo menos até 15 de março de 2020
*Campanha no Twitter, Facebook e Instagram: #BOICOTENACIONAL. DIGA NÃO À DITADURA. Vamos postar com o texto acima, nomes das empresas e espalhar
*"Eu já não consumia mesmo". Excelente! Você pode ajudar espalhando a campanha para mais pessoas que ainda não aderiram
*Criar e postar materiais visuais do boicote: informações sucintas e práticas, links ou qr code das notícias comprobatórias do envolvimento dessas empresas
*Conscientizar a população sobre a história da Ditadura Militar do Brasil entre 1964 e 1985, para que não se repita
*Convencer os amigos a não comprarem produtos e serviços dessas empresas, nem na loja física nem pela internet
*Cancelar contratos com essas empresas e procurar outras que prestem o mesmo serviço
*Cancelar compras e faturas de cartão pendentes e devolver produtos já adquiridos
*Remover ações e investimentos do Mercado Financeiro no nome dessas empresas
*Encontrar e divulgar informações (COM FONTES VERÍDICAS) de outras que tentam financiar golpe, assim como de empresas subsidiárias (empresas que não estão na lista do Instituto Brasil 200, mas cuja renda vai pra essas empresas indiretamente)
Divulgar a ideia do boicote para influencers. Precisamos de nomes que tenham força pra levar a ideia adiante
*Monitorar resultados do boicote (notícias relacionadas, números etc)
*Discutir mais ideias de estratégia do boicote .
ADENDOS
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*Este post diário do Reddit está sendo feio por uma pessoa, sem ajuda de ninguém. Sempre dá pra melhorar. Se a gente esperar ficar pronto pra começar algo, a gente não vai começar nunca. Ninguém tá pronto. Somos uma eterna versão Beta. Eu entendo as críticas de alguns de vocês, de que isto está surtindo pouco efeito. A ideia está aí, e com uma pessoa só fazendo não vai muito longe. Por isso, a ideia precisa de apoio. Criticar E FAZER.
*Sobre a notícia de que o Instituto Brasil 200 "deu atrás" e não vai nas manifestações de 15 de março: PALAVRAS não são atitudes. Se o grupo disser que não vai fazer e mesmo assim fizer, corremos o risco de abandonar um movimento contra uma ditadura no Brasil. A partir do momento que se pronunciaram, o estrago já foi feito, o discurso pró-golpe do Presidente foi ainda mais disseminado, fomentaram a população a derrubar o Legislativo Federal (esse foi o início do AI5), a ideologia fascista foi marcada. As marcas que disseram financiar as manifestações já estão com seus nomes manchados, e não será uma matéria de jornal que os fará sair impune; a notícia da Folha diz que outras empresas VÃO CONTINUAR dando apoio à manifestação para derrubar o Congresso.
*A Mattel e a Disney estão com parcerias com a Riachuello. Buscar todos os meios necessários para informar Mattel, Disney e seus clientes sobre apoio à ditadura promovido pela Riachuello. *Se você é ou conhece endorser dessas marcas (artistas, influencers etc), conscientizar e convencer a tirar o endorse dessas empresas e procurar outras (alguns nomes: Sabrina Sato, Maisa Silva, Rita Carreira, Paola Antonini, Paloma Barbiezinha, Izabelle Marques e Alexandre Herchcovitch)
*As Lojas Americanas têm produtos em parceria com a Centauro. Precisam ser boicotados e a marca precisa ser pressionada *A Centauro comprou a Nike no Brasil em fevereiro
A ameaça de fechar o Congresso é grave, não adianta "voltarem atrás" e dar uma de João sem braço. (Não foi aberto processo de impeachment, ninguém foi cassado, ninguém foi preso)[https://www1.folha.uol.com.bpode2020/02/e-cedo-para-apontar-crime-de-responsabilidade-a-bolsonaro-diz-chefe-do-ministerio-publico-de-sp.shtml]. Nenhum ministro golpista caiu. Rodrigo Maia reiterou seu compromisso com a aprovação das reformas. Se elas gerarem bons resultados econômicos, Bolsonaro vai dizer que o Congresso só trabalhou sob ameaça de golpe. (parafraseando)[https://www.reddit.com/brasil/comments/fcegrg/4_dia_boicotenacional_empresas_que_querem/fjabxf0?utm_medium=android_app&utm_source=share] Mesmo aquele que apoiar esse tipo de iniciativa de teste das instituições para a produção de resultados que aprove (reformas) precisa ter em mente que o possível êxito dessa estratégia vai marcar a política pro futuro. Imagine se reformas de esquerda (digamos que algo como o Chile está fazendo recentemente) sejam feitas na base da ameaça. Não é bom pro jogo democrático.
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Links antigos do reddit:
Dia 1: https://www.reddit.com/brasil/comments/fav6yvamos_organizar_um_boicote_nacional_aos/?utm_medium=android_app&utm_source=share
Dia 2: https://www.reddit.com/brasil/comments/fbbrbh/2_dia_boicote_nacional_empresas_que_querem/?utm_medium=android_app&utm_source=share
Dia 3: https://www.reddit.com/brasil/comments/fbw944/3_dia_boicote_nacional_empresas_que_querem/?utm_medium=android_app&utm_source=share
Dia 4: https://www.reddit.com/brasil/comments/fcegrg/4_dia_boicotenacional_empresas_que_querem/
Dia 5: hoje
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2019.12.15 13:59 bs-brasil De Fordlândia a 'bem comum': as contradições na história do Chile': as reações de políticos chilenos exageraram no arrocho da população, diz pesquisadora

De Fordlândia a 'bem comum': as contradições na história do Chile': as reações de políticos chilenos exageraram no arrocho da população, diz pesquisadora submitted by bs-brasil to BrasilSimulator [link] [comments]


2019.11.19 12:56 Mendadg Onde anda o presidente da ONU - António Guterres?

Hong kong, colonatos de Israel considerados legais pelos EUA, possível golpe de estado na Bolívia, Veneza inundada 3x, presidente da Síria acusa CIA directamente, Irão corta a internet, guerra no Yemen continua, presos políticos em Barcelona, milhares de crianças presas na fronteira doa EUA, refugiados a morrer afogados e com frio, África a ser África, Iraque a ser Iraque, cashemira em guerra, Amazóniza a arder, população nas ruas de frança, chile, equador, venezuela, etc, etc. Afinal, onde está António Guterres e para que serve a ONU? Ps: o que posso fazer para dar o meu contributo? Dinheiro, para que instituições se já não confio em nenhuma?
submitted by Mendadg to portugal [link] [comments]


2019.11.11 22:04 Pacs_1 Pode escrever: num futuro próximo vai dar MUITA merda no Brasil

Então, vamos tentar recapitular um pouquinho:

- Chile, um dos maiores símbolos da direita liberal, teve uma gigantesca onda de manifestações - muitas delas violentas, com várias mortes, e acabou de anunciar um processo para uma nova constituição. Recomendo dar uma olhada no chile para entender a dimensão do que está acontecendo.

- A Argentina acabou de eleger um governo de centro-esquerda, com forte apoio kirchnerista - o q causa muita polarização. O país, após várias reformas liberais, enfrenta uma das maiores crises de sua história, com indíces de pobreza atingindo TRINTA E CINCO POR CENTO da população.

-Venezuela nem se fala.

-Acabaram de aplicar um FUCKING GOLPE MILITAR na Bolívia.

Ou seja, é extremamente evidente que a região da américa latina como um todo está em um momento extremamente delicado.

Com o Brasil não é nem um pouco diferente.

Após o impeachment - que foi político, nem tem o q discutir- passamos por um período de depressão econômica e instabilidade política: Lava Jato - q hj sabemos, operou de maneira inconstituicional- prendeu um dos maiores nomes da esquerda global, Temer instituiuindo reformas de austeridade, assasinato de Marielle Franco - q hj sabemos, os assasinos tinham laços com o atual Presidente- e recrusdecimento da extrema-direita. Daí, tivemos uma eleição polarizada que culminou na eleição do Bolsonaro, uma figura abertamente fascista - também, nem tem o q se discutir aqui.

Isso, só pra citar algumas coisas.

Ok, após um dos anos mais SURREAIS da história do Brasil (sério, se eu linkasse todos os absurdos que ocorreram nesse ano, tava pra meter uns 75 links aqui muito fácil - por ora fica de "menção honrosa" a demissão do Presidente do Inpe, simplesmente por fazer ciência), soltaram o Lula, sem sombra de dúvidas, o maior pária do governo. Enquanto isso, parte da população está pedindo pela dissolução do STF, uma medida que já foi apoiado pelo Senador e filho do presidente. Isso, sem comentar no fato da composição desse governo contar com o maior número de militares desde o fim da ditadura militar.

Gente, é uma mera questão de tempo até essa bomba explodir. Lembrando, que ao q tudo indica, estamos na beira de uma nova crise mundial.

Agora, lembra de todo o passado que o nosso país teve.

Lembra da crise ambiental, e q já falta muito pouco para o deflorestamento da Amazônia se tornar inevitável e a iminência de, nas próximas décadas, metade do país virar um deserto.

Não quero ficar fazendo uma de profeta do fim do mundo. Mas, é certo q estamos passando por um momento MUITO MUITO complicado.

Torço q o povo brasieliro seja capaz de tomar as melhores decisões possíveis de agora em diante, serão decisão críticas.

EDIT: O Dudu é deputado federal, não senador, perdão pelo vacilo.
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2019.11.10 09:34 guerrilheiro_urbano VLADIMIR SAFATLE: O AI-5 já foi decretado A democracia está sob risco? Nada mais incorreto

A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu recentemente o arquivamento do inquérito contra os policiais responsáveis pelo massacre no morro do Fallet, ocorrido no começo deste ano.
Na ocasião, policiais militares trucidaram 15 pessoas, colocando 13 delas em uma casa, na qual foram torturadas durante mais de três horas para, ao final, serem mortas a faca. Os moradores ouviram aterrorizados pessoas gritando desesperadamente: “Não me matem”. Depois de mortos, os corpos foram empacotados em sacos pretos e jogados em uma camionete enquanto policiais fortemente armados posavam em cima dos cadáveres, como se estivessem a tirar fotos de um safári na África.

A Comissão Arns de Direitos Humanos, da qual faço parte, enviou alguns de seus membros para ouvir os moradores, juntamente com a Defensoria Pública. Todos foram precisos em descrever o estado de terror e vulnerabilidade ao qual a comunidade sentiu-se submetida.
No entanto, o inquérito apontou, como não poderia deixar de ser, “legítima defesa”. A polícia alega que respondeu à troca de tiros. Deve ter sido realmente uma luta singular. Enquanto os assassinados respondiam com tiros, os policiais jogavam facas. Não será a primeira vez que a polícia brasileira, com suas explicações inacreditáveis, tratará o povo como um bando de néscios.
Este caso é apenas um exemplo emblemático entre tantos outros que explicitam a natureza genocida do Estado brasileiro. Ele é a expressão de que o AI-5 já foi decretado no Brasil. A única questão diz respeito onde ele impera e qual a sua extensão. O Estado brasileiro já explicita sua natureza fora da lei, sua lógica de exceção e de extermínio contra populações pobres e negras. Basta apenas saber quando ela também será aplicada nos bairros nobres. A depender do desejo de Bolsonaro 3º, virá o mais rápido possível.

Uma das maiores ilusões do Brasil diz respeito a estarmos atualmente em meio a uma democracia sob risco. Nada mais incorreto. Não é possível que algo que nunca existiu esteja em risco. A indiferença em relação ao destino de casos como o do morro do Fallet apenas explicita o fato de acharmos normal que não exista nada parecido com “democracia” para parcelas amplamente majoritárias da população. Mas será assim que o novo AI-5 paulatinamente se instalará entre todos nós: primeiro nas margens, depois no centro.
Após ameaçar com um “novo AI-5” caso a população saísse às ruas e mostrasse sua indignação, como ocorreu no Chile, no Equador, no Haiti, na Argélia e no Líbano, Bolsonaro 3º foi dormir tranquilamente, sabendo que nada realmente aconteceria contra si. Dias antes, seu pai já tinha praticado crimes de obstrução de Justiça, ameaçado de suspender a concessão de um canal de televisão que divulgara uma informação que lhe comprometia e coletado provas que poderiam incriminá-lo sem que nada, absolutamente nada ocorresse. Como se fosse o caso de mostrar a todos que o poder estava claramente fora da lei, em uma posição soberana absoluta.

Ou seja, nunca na nossa história ficou tão clara a marcha inexorável em direção à explicitação de uma situação ditatorial. Não é difícil juntar os pontos. As ruas no mundo inteiro queimam porque populações se levantam contra as mesmas políticas que o sr. Paulo Guedes e sua plateia de financistas estão a aplicar no Brasil. Imaginar que essa espoliação continuará sem que o Brasil também entre em convulsão é confundir esse país com uma fazenda de gado.
Como os que nos governam não fazem esse erro primário, eles ao mesmo tempo impuseram sua agenda econômica e fortaleceram seu aparato estatal genocida. A mesma mão que apresentou a “reforma” da Previdência (eufemismo para a sua simples extinção) também escreveu o pacote Sergio Moro de extermínio.
As duas mãos juntas aplaudem a submissão da população pobre a um regime de terror que elas preparam para todos. Só que isso nunca foi capaz de parar absolutamente nada.
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2019.11.08 09:07 ebaroni83 O BTG Pactual de Paulo Guedes embolsou (usurpou?) mais de 4 bilhões e 300 milhões de reais (US$ 1,13 bi) da previdência dos chilenos. A falta desse dinheiro no bolso do povo (que precisa dele muito mais que os banqueiros) é o responsável pela convulsão social beirando o anarquismo no Chile.

Fonte do valor mencionado no tópico
Especialista em Previdência chileno desmente fake news de Paulo Guedes:
80% das aposentadorias pagas no Chile estão abaixo do salário mínimo e 44% estão abaixo da linha da pobreza. O sistema fracassou e seria uma completa loucura implementá-lo no Brasil.
(Obs: notícia acima é de abril de 2019)
Mourão vê correlação entre protestos violentos no Chile com problemas sociais que a agenda econômica de Guedes deseja implementar no Brasil: "Não podemos ser apenas liberais e não podemos ser apenas estatistas"
O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que a agitação política contra a gestão de Sebastián Piñera, no Chile, serve como lembrete para líderes latino-americanos. De acordo com o general brasileiro, os governo precisam atender às necessidades da população e não apenas os atributos fiscais que agradam ao mercado financeiro.
Efeito Chile já preocupa equipe econômica do governo brasileiro
Desde a explosão das manifestações, as comparações do Brasil com o Chile têm servido de mote para as críticas de que o avanço da agenda econômica de privatizações, reformas e aperto fiscal pode aprofundar a desigualdade e deixar o País na mesma situação do Chile, levando os brasileiros às ruas.
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2019.11.06 06:33 bicto O que é o liberalismo?


O que é o liberalismo?
O que é o liberalismo? Em que medida é possível encontrar características constantes num movimento de ideias e de iniciativas práticas que se desenvolve no curso de três séculos e frequentemente apresenta, na mesma época, tendências bastante diversas?
Merquior se propõe essa questão inicial e lhe dá uma resposta afirmativa. O liberalismo não é uma expressão oca mas, dentro de suas variações de época e de escolas, mantém-se, embora em proporções diferenciadas, fiel à sustentação de quatro liberdades fundamentais. São elas: (1) liberdade (negativa) de não sofrer interferências arbitrárias; (2) liberdade (positiva) de participar nos assuntos públicos; (3) liberdade (interior) de consciência e crenças e (4) liberdade (pessoal) para o autodesenvolvimento de cada indivíduo.Essas quatro liberdades constarão sempre, ainda que em doses diferentes e, algumas vezes, de forma mais implícita do que explícita, do elenco histórico do pensamento liberal. Este, visto no seu conjunto, do século XVIII aos nossos dias, apresenta diferenciações, basicamente em função das características de cada época, no que diz respeito à maior ou menor ênfase dada a cada uma dessas quatro liberdades e no que se refere ao relacionamento entre o indivíduo, a sociedade e o Estado. Por outro lado, o pensamento liberal, também contemplado no seu conjunto, reflete as tendências predominantes nas culturas nacionais em que se desenvolve.
No que tange ao desenvolvimento histórico do liberalismo, Merquior identifica, inicialmente, um protoliberalismo, que mergulha suas raízes mais remotas na defesa medieval dos direitos e no humanismo do Renascimento.Poderia ter se referido à emergência da liberdade interior, com Sócrates e Platão, e dos direitos universais do homem, com os estoicos. Em seguida, Merquior diferencia seis principais correntes no liberalismo: o liberalismo clássico, o conservador, o novo liberalismo, o neoliberalismo, o neocontratualismo e o liberalismo sociológico.
No que concerne às escolas do pensamento liberal, influenciadas pelas características das principais culturas nacionais em que se desenvolveu, Merquior distingue três linhas. A escola inglesa, de Hobbes e Locke a Bentham e Mill, para a qual a liberdade é principalmente a independência pessoal. A escola francesa, a partir de Rousseau, para a qual a liberdade é, fundamentalmente, autogoverno. E a escola alemã que, com base em Humboldt, encontra a essência da liberdade na autorrealização pessoal.
Raízes do liberalismo
Em última análise, segundo Merquior, o cristianismo, de um modo geral e, particularmente, a Reforma e a Revolução Francesa, constituem os fundamentos a partir dos quais se desenvolve o liberalismo.
As raízes mais remotas do liberalismo podem ser encontradas no pensamento medieval, com Marcilio de Padua (1275-1343) e seu Defensor Pacis (1324) introduzindo o requisito de consentimento dos governados, para a legitimidade dos governos. Ockham (1300-1349), Francisco Suárez (1548-1617), Hugo Grotius (1583-1645) e Johann Althusius (m. 1638) são importantes precursores de muitos dos aspectos do liberalismo. Modernamente, deve-se a John Locke, com seu Second Treatise on Government (1659) a implantação das bases do pensamento liberal.
Merquior reconhece, entre os antecedentes remotos, a influência do conciliarismo eclesiástico na configuração do pensamento constitucionalista. Faltou-lhe referir, como precedentemente mencionado, o legado grego em matéria de liberdade interior, um dos fundamentos do pensamento liberal e, por outro lado, o mesmo legado grego na construção da democracia, como regime político. Haveria que acrescentar a relevante contribuição dos estoicos, precedendo o cristianismo no entendimento da dignidade universal do homem, independentemente de sua cidadania e condição social.
Sem embargo de suas raízes remotas, o liberalismo, como movimento de ideias e de práticas societais, procede da Ilustração. Esta, em última análise, levantou a problemática fundamental da relação homem-sociedade-Estado, que é, por um lado, a exigência da liberdade, tanto negativa, no sentido de não coerção, quanto positiva, no sentido da participação pública. Por outro lado, a exigência da racionalidade pública, opondo-se às modalidades populistas e clientelistas da democracia. O século XVIII oscilou, por isso, entre os direitos públicos da cidadania, enfatizados pela Revolução Francesa, e as exigências de racionalidade pública, enfatizadas pelo chamado “despotismo esclarecido” – de Frederico, o Grande ou do Marquês de Pombal – que, não tendo sido efetivamente despótico, mereceria a denominação de autoritarismo esclarecido.
Liberalismo clássico – 1780-1860
O liberalismo clássico é uma reflexão sobre as condições de formação e de legitimidade do Estado e uma defesa das liberdades negativa e positiva, ante o governo e no âmbito do Estado. Hobbes sustenta que a preservação da incolumidade das pessoas e de seus direitos básicos conduz à delegação de todo o poder ao príncipe, como administrador desses valores. Locke contrapõe, no contrato social básico, a exigência do consentimento dos governados, como condição de legitimidade do poder.
Os whigs, primeiro partido organizado de tendência liberal, incorporam as exigências de consentimento, de Locke, moderando-as com algo de Hobbes, na preservação da autoridade do príncipe.
O liberalismo clássico produzirá um brilhante elenco de pensadores: Benjamin Constant e Alexis de Tocqueville, na França; John Stuart Mill, na Inglaterra; Giuseppe Mazzini, na Itália; Alexander Herzen, na Rússia. Locke, moderadamente influente na Glorious Revolution, será decisivamente influente na formação do pensamento liberal da Independência americana.

Liberalismo conservador
Os excessos da Revolução Francesa, quer no populismo de Marat e Danton, quer no jacobismo de Robespierre e do Terror, culminando no imperialismo autoritário de Napoleão, levam o pensamento liberal de fins do século XVIII e primeira metade do XIX a uma reação conservadora. É preciso proteger a sociedade das oscilações entre um populismo irresponsável e um dogmatismo repressivo. Edmund Burke (1729-1797), com sua crítica da Revolução Francesa dá o tom do liberalismo conservador. Será seguido, na Inglaterra, por Thomas Macaulay (1800-1859), John Dalberg, barão Acton (1834-1902), Walter Bagehot (1826-1877), o grande editor do Economist desde 1861 até seu falecimento, e pelo evolucionismo social-darwinista de Herbert Spencer (1820-1903). Na França, o liberalismo conservador será introduzido por François-René de Chateaubriand (1768-1848). O liberalismo francês de tendência conservadora distinguirá, na grande revolução, seu momento positivo, 1789, do negativo, 1793. Com variantes vinculadas às vicissitudes políticas da França, são inseríveis na categoria do liberalismo conservador personalidades como Michelet (1798-1874), que apoiará o Segundo Império, Rémusat (1797-1875), que apoiará Thiers, mas manterá sua preferência por uma monarquia constitucional, Edgard Quinet (1803-1875), que sustentará um liberalismo sem reivindicações de classe, e Ernest Renan (1823-1892), que defenderá um liberalismo não democrático.
O quarto capítulo de O Liberalismo – Antigo e Moderno, que aborda o liberalismo conservador, inclui uma seção tratando de uma particular vertente desse liberalismo, sob a denominação de liberalismo de construção nacional, analisando a obra e as atividades públicas de dois eminentes pensadores argentinos: Domingo Faustino Sarmiento (1811-1888) e Juan Bautista Alberdi (1810-1884).
Sarmiento, herdeiro das preocupações da Ilustração, no tocante à compatibilização entre as liberdades negativas e positivas do cidadão e o imperativo de racionalidade pública, mostra como a condição dessa compatibilização é a universalização da educação popular, através da escola pública. Em seu clássico, Facundo, Civilización y Barbarie (1845) coloca-se decisivamente a favor daquela, contra o caudilhismo rural. Alberdi se defronta com uma Argentina invadida por imensas ondas migratórias e se preocupa em salvaguardar a nacionalidade, denegando direitos políticos aos imigrantes. Natalio Botana, citado por Merquior, define Alberdi como o Edmund Burke da imigração europeia. Sua proposta é a de uma modernização conservadora, que favorece a industrialização e o progresso, em condições que protejam a república da irracionalidade das massas e da desnacionalização dos imigrantes.
Constitui uma valiosa inovação, por parte de Merquior, ter superado o preconceito de restringir a discussão das grandes ideias públicas, ao universo euro-norte-americano, introduzindo, em sua grande obra, uma fina análise de Sarmiento e Alberdi. É de lamentar-se, por outro lado, que essa lúcida e despreconceituosa abertura não tenha incluído referências fundamentais ao liberalismo mexicano, com Benito Juárez e o liberalismo conservador-progressista de Porfirio Díaz, não tenha contemplado o liberalismo brasileiro, de Antonio Carlos de Andrade a Ruy Barbosa, nem o pensamento e a atuação chilenos, no extraordinário esforço de nation-building de Diego Portales.
O estudo do liberalismo conservador de Merquior se encerra com uma análise do pensamento alemão, vinculado à ideia do Rechtsstaat, incluindo uma penetrante discussão de Max Weber. A essa análise se seguem outras duas, abordando o pensamento de Benedetto Croce na Itália e de José Ortega y Gasset, na Espanha.
O pensamento alemão é pautado por duas grandes linhas; o conceito de Wilhelm von Humboldt sobre os limites do Estado, visto como “guarda noturno” das liberdades cívicas e o conceito de Kant sobre a autocultivação, como supremo objetivo da pessoa, requerendo apropriada tutela do Estado.
Avulta, nesse pensamento, a figura de Max Weber (1864-1920), que combina, admiravelmente, a tradição historicista germânica com as exigências, tingidas de positivismo, de uma sociologia científica. Dentro dessa perspectiva, Weber se dá conta de que o processo de modernização consiste numa expansão da racionalidade instrumental, cujo agente social é a burocracia. As sociedades modernas se defrontam, assim, com um duplo perigo: o despotismo burocrático e, na contestação a este, o do autoritarismo carismático. Para superar esse duplo risco Weber enfatiza a necessidade do parlamentarismo como forma democrático-racional de seleção de lideranças políticas.
Benedetto Croce (1866-1952) é outra figura eminente analisada por Merquior. Croce, a partir de um profundo historicismo (que resgata a figura de Giambattista Vico) sustenta um liberalismo como exigência moral, em oposição ao liberalismo econômico do utilitarismo. A grande contribuição de Croce foi a identificação, no processo histórico, de um crescimento cumulativo, embora não linear nem ininterrupto, da liberdade. Esse compromisso com a liberdade, como exigência moral, mas também como tendência evolutiva da história, levou Croce a uma consistente posição antifascista.
A análise do pensamento de Ortega (1883-1955) encerra a discussão, por Merquior, das grandes personalidades do liberalismo conservador. Ortega se defronta com exigências contraditórias. Por um lado, seu profundo liberalismo, como decorrência necessária de seu abrangente humanismo. Por outro lado, sua crítica ao homem-massa, não entendido como membro do proletariado, mas
como um tipo psicocultural, que se encontra em todas as classes sociais, consistente no homem sem ideais superiores, que se esgota na busca do bem-estar.
O liberalismo de Ortega o leva a apoiar os esforços iniciais da República e a se opor, concomitantemente, ao franquismo e ao comunismo. O elitismo psicocultural de Ortega o conduz, a meu ver, a uma modalidade própria de liberalismo conservador, que se poderia definir como uma sustentação universal das liberdades negativas e uma abordagem seletivamente meritocrática para as liberdades positivas. Escapou à análise merquioriana esse aspecto do pensamento de Ortega, que me parece extremamente relevante.
Concluindo sua magistral discussão do liberalismo de seu momento clássico ao conservador, Merquior diferencia, no processo, cinco principais expressões: (1) os direitos naturais, com Locke e Paine; (2) o humanismo cívico, de Jefferson e Mazzini; (3) o das etapas históricas, com Smith e Constant; (4) o utilitarismo, com Bentham e Mill; (5) o sociologismo histórico, com Tocqueville.
O liberalismo é um processo que parte do whiguismo, como mera demanda de liberdade religiosa e governo constitucional, para atingir a democracia. Os excessos desta preocupam os liberais conservadores, que querem moderar a democracia e se constituem em neo-whigs.
Daí resultam em três modalidades de liberalismo: (1) o idioma burkeano, de Macauley, Maine, Alberdi, Renan, Acton; (2) a linguagem darwinista, de Spencer; (3) o historicismo, com suas implicações elitistas, de Weber e de Ortega.

O novo liberalismo
Albert Dicey, citado por Merquior, observa que o reformismo legal, na Inglaterra, teve duas fases no século XIX. A primeira, de 1825 a 1870, encaminhou-se para defender e expandir a independência individual. A segunda, de 1870 em diante, teve por objetivo a justiça social.
O novo liberalismo, do fim do século passado em diante, teve um forte cunho social, tornando-se um social-liberalismo. A grande figura britânica, nessa linha de pensamento, foi Thomas Hill Green (1836-1882). A partir de um hegelianismo kantiano, Green sustenta a necessidade de, mantendo-se o princípio da liberdade, liberdade de qualquer coerção, encaminhar-se para a liberdade positiva, para assegurar a todos os homens a plenitude de seu autodesenvolvimento – a Bildung dos alemães. O objetivo da ação pública deve ser o da melhoria social. Isto significa agregar, à defesa dos direitos individuais, a exigência de igualdade de oportunidades e de uma ética comunitária. John Hobson (1854-1940) e Leonard Hobhouse (1864-1929) prosseguem na linha de Green. Hobhouse insiste na exigência de liberdade positiva. Hobson se tornará famoso com seu Imperialism, de 1902, atribuindo este à excessiva acumulação de riquezas e poupança, que passam a exigir a conquista coercitiva de novos mercados.
As ideias de Green foram mantidas e postas em prática por William Beveridge (1879-1963). A partir do Reform Club, em 1942, Beveridge elabora os “Estatutos Originários” do estado de bem-estar social britânico.O liberalismo social assumiu, na França, a forma do republicanismo. O que estava em jogo era a reconstrução das instituições depois da derrocada do Segundo Império, sem incidir no populismo da Comuna, nem no retorno ao monarquismo conservador. As ideias básicas do movimento são lançadas por Claude Nicolet em L’idée Républicaine en France, de 1870. O liberalismo social, na França, se subdivide em diversas modalidades: neogirondinos, com Quinet; neodantonistas, com Michelet e Victor Hugo; republicanos positivistas, com Jules Ferry e Gambetta, e republicanos espiritualistas, com Charles Renouvier.
O liberalismo social, na França, tomou a defesa de Dreyfus. Seus expoentes mais recentes foram Émile Durkheim (1858-1917) e Leon Duguit (1859-1925). A expressão final dessa tendência adquire, com Alain (Émile Chartier, 1868-1951) um sentido super-individualista, beirando o anarquismo. Alain será extremamente influente na formação do pensamento de Sartre, de Simone Weil e de Raymond Aron. Essa tendência, com coloração mais social, será mantida por
Albert Camus (1913-1960) em seus romances. O liberalismo social tem importantes defensores, na Itália, com Piero Gobetti (1901-1926), antifascista, numa posição de social-liberalismo idealista, baseado nas massas e Cario Roselli (1899-1937), que busca um socialismo democrático, liberado do marxismo. Na Espanha, com Salvador de Madariaga (1886-1978), dentro de uma visão organicista da democracia.
Na Alemanha, o liberalismo social se identifica com o apoio à República de Weimar. Seu mais eminente expoente será Hans Kelsen (1881-1973). Em seu trabalho de 1920 Sobre a Essência e o Valor da Democracia, o eminente jurista sustenta que a essência desta consiste na autonomia da geração da norma, em condições de pluralismo político.
Os Estados Unidos dão uma relevante contribuição ao liberalismo social com Woodrow Wilson (1856-1924) e seu programa da “New Freedom” e John Dewey (1859-1952), com sua ênfase sobre a educação.
Mais recentemente, os britânicos dão nova importante contribuição ao socialliberalismo, com Keynes (1883-1945) e o romancista George Orwell (1903-1950). Karl Popper, de tendência conservadora e perspectiva neopositivista, desenvolve, em termos antiestatistas, uma preocupação com a superação da miséria. Seu famoso dito: “minimizem a miséria, em vez de tentar maximizar a felicidade”. Dentro dessa linha, destaca-se a importância intelectual de Sir Isaiah Berlin, cujo Two Concepts of Liberty, de 1958, diferenciando a liberdade negativa da positiva, salienta o imperativo de perseguir objetivos racionais, evitando todas as formas de autoritarismo.
Neoliberalismo
Enquanto o que Merquior designa de “New Liberalism” se caracteriza pela impregnação da preocupação social no pensamento liberal, o neoliberalismo toma sentido oposto, constituindo uma dura crítica do paternalismo estatal. Von Mises (1881-1933) com seu libelo Socialismo, de 1922, denunciando os abusos da regulação social, Von Hayek (1899-1992) sustentando um liberalismo de mercado, em condições de governo mínimo, juntamente com Milton Friedman (1912-2006) e sua irrestrita defesa do mercado, marcam a linha extremamente conservadora do neoliberalismo.
O neoliberalismo retoma a temática individualista do liberalismo clássico, dentro da postura do liberalismo conservador de Burke, Macauley e Bagehot. E conhecida a grande influência exercida por essa linha de pensamento na política contemporânea, a partir de Thatcher, na Grã-Bretanha, e de Reagan, nos Estados Unidos, irradiando-se para o restante do mundo, notadamente em muitos países do Terceiro Mundo. O fato de governos economicamente neoliberais, ainda que frequentemente fundados num autoritarismo político, terem conquistado, no Sudeste Asiático e em países latino-americanos, como o Chile de Pinochet (numa orientação continuada pelo governo democrático de Patricio Aylwin) e o México, importantes êxitos econômicos, conferiu à ideologia neoliberal uma grande audiência.
Merquior analisa, com muita competência, as principais personalidades do pensamento neoliberal. É de lastimar-se que não tenha introduzido as necessárias qualificações, no tocante à diferenciação que importa fazer, entre a comprovada validade de uma economia de mercado, dinamizada pela empresa privada, como condição de boa alocação e gestão de recursos, dos aspectos puramente ideológicos do neoliberalismo, demonizando o Estado e, por conta de sua desmontagem, instaurando a lei da selva em sociedades cuja estabilização se devera aos sadios efeitos do Welfare State.
Liberalismo sociológico
O quinto e último capítulo do livro de Merquior contém duas seções finais. Uma tratando do que se poderia denominar de “liberalismo sociológico”, que consiste, fundamentalmente, numa análise crítica do pensamento de Raymond Aron e de Ralf Dahrendorf. A outra, abordando o neocontratualismo de Rawls, Nozick e Bobbio.
Em sentido estrito, não se pode falar de liberalismo sociológico em relação a Aron e a Dahrendorf. Tal denominação só teria sentido aplicada ao liberalismo de Spencer e de Durkheim. Aquele, por seu determinismo evolucionista. Este, por seu determinismo social. Aron e Dahrendorf são eminentes sociólogos e convictos liberais. Em ambos o liberalismo não decorre de postulados sociológicos ainda que, certamente, a condição de competentes sociólogos os leve a superar os aspectos meramente ideológicos de várias modalidades de liberalismo, tanto de esquerda quanto de direita.
Aron (1905-1983), tão multifacético como Merquior – que sobre este emitiu a famosa frase “ce garçon a tout lu” – sustenta um liberalismo moderadamente conservador, na relação indivíduo-sociedade-Estado, enfatizando as liberdades negativas e a relevância do mercado. Por outro lado, tem consciência da necessidade de uma prudente regulação, pelo Estado, das relações econômicas (medidas anticíclicas) e sociais (igualdade de oportunidades e proteção de setores carentes). Sua militante denúncia das falácias do comunismo e dos populismos de esquerda lhe valeram, durante largo anos, a hostilidade da maioria dos membros da intelligentzia. Sua extraordinária honestidade intelectual, sua enorme competência e excepcional lucidez acabaram lhe conquistando a admiração geral de todos os intelectuais sérios, ainda antes de o colapso do comunismo no Leste Europeu e na União Soviética confirmar, historicamente, a procedência de suas críticas.
A análise de Aron, por Merquior, se concentra, sobretudo, na sua obra histórico-sociológica e menos nas suas concepções a respeito do liberalismo, estas predominantemente veiculadas através de sua ampla contribuição ao jornalismo. Ralf Dahrendorf (1929-2009) compartilha, com Aron, a análise da sociedade industrial contemporânea e estuda os conflitos que lhe são próprios.
Particularmente importante, a esse respeito, é seu livro The Modern Social Conflict (1988). Mostra Dahrendorf como, na contemporânea sociedade industrial (tornando-se pós-industrial), os conflitos de classe, ao estilo do século XIX, foram superados por outro tipo de conflito. As diferenciações de classe ficaram extremamente reduzidas pela universalização da educação e de um estilo de classe média para, praticamente, toda a população. Formou-se, assim, um amplo estrato de assalariados, tanto de blue como de white collars. O próprio empresariado, sem embargo de seus proventos e poder decisório, decorrentes do capital, participa desse estrato como executivo das empresas. O novo conflito social, nas sociedades contemporâneas avançadas, é o conflito entre “provisões” e “titularidades”. A legislação social e os acordos sindicais conferem “titularidades”, independentemente de específicas “provisões” para atendê-las, ocasionando, assim, frequentemente, conflitos entre direitos adquiridos e meios para dar-lhes atendimento. Os atuais debates no Brasil, em torno das aposentadorias, são uma boa ilustração desta questão. Esse tipo de conflito suscita dois movimentos sociopolíticos opostos. De um lado, a classe majoritária (o amplo assalariado), com as demandas de suas titularidades. De outro lado, os “thatcheritas”, ciosos da proteção das provisões disponíveis, impondo disciplina às titularidades.
Nesse quadro, Dahrendorf, como Aron, preconizam um liberalismo radical, que assegure um sadio equilíbrio entre provisões e titularidades.

Os neocontratualistas
John Rawls (1921-2002) conquistou fama tardiamente, com seu livro ATheory of Justice (1971). Retomando a tese do contrato social, Rawls assinala que o que está realmente em jogo não é tanto a questão da legitimidade do poder, de que se ocupavam os utilitaristas, mas as regras de justiça. O contrato social de Rawls é expressamente hipotético. Trata-se de saber o que pessoas racionais contratariam se, ignorando os recursos de cada qual e o lugar que lhes fosse dado ocupar na sociedade, tivessem de estabelecer as regras de justiça. Segundo Rawls, tal situação conduziria à adoção de dois princípios: (1) cada qual deve ter igual direito ao máximo de liberdade compatível com a liberdade dos demais; (2) desigualdades sociais podem ser admitidas, sempre que beneficiem os menos favorecidos membros da sociedade. Tais posições conduzem Rawls a um social-liberalismo.
Robert Nozick (1938-2002), em seu Anarchy, State and Utopia (1974) adota posições divergentes, sustentando, também a partir de premissas neocontratualistas, a necessidade de minimização do Estado, que o inserem na linha do neoliberalismo.
Norberto Bobbio (1909-2004), uma das maiores figuras intelectuais de nosso tempo, se preocupa com o futuro da democracia e com o tipo de boa sociedade e de bom governo realisticamente realizáveis. Seu livro Estado, Governo e Sociedade (1955) é, possivelmente, o melhor compêndio contemporâneo de teoria política.
Segundo Bobbio o bom Estado deve apresentar cinco características básicas: (1) inserir-se num contexto poliárquico; (2) conter limitações de poder; (3) assegurar aos cidadãos participação na adoção de normas; (4) dispor de procedimentos democráticos para a eleição dos líderes e (5) respeitar os direitos civis e cívicos. Como Rawls, Bobbio é um social-liberal e um democrata liberal.

Esse texto é um apêndice escrito por Hélio Jaguaribe no livro O Liberalismo: Antigo e Moderno, de José Guilherme Merquior, publicado pela editora É Realizações em 2014.
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2019.11.02 15:55 brachileno Que evento vai fazer o gigante acordar de novo?

Observando vários países entrando em grandes manifestações, acredito que está havendo um efeito dominó na América do Sul e que uma hora vai chegar
Porém parece que os brasileiros estão tão apáticos, não sei se o excesso de notícias ruins desensibilizou a população. Houve épocas em que escândalos envolvendo líderes do governo causava grande revolta, hoje em dia parece que gera um indignação que logo é substituída pela próxima no dia seguinte
Enfim, no Chile acho que não comentaram os jornais, mas as manifestações começaram com os estudantes que são muito mobilizados no país. Acho meio erro achar que o país tava em perfeita paz e que vieram do nada essa crise, protestos eram coisas frequentes na vida chilena. Vi protestos e greves de estudantes, professores, comunidad LGBT, feministas, etc... O que diferencia o atual foi a intensidade e a união de vários e diferentes setores da sociedade
Eu acho que seria difícil a sociedade brasileira se unir totalmente devida a polarização, então o momento teria que ser onde apenas uma minoria insignificante quisesse defender o Bozo. Mas acho bastante necessária porque enquanto a Amazônia é desmatada, o óleo arruinando a costa brasileira, a democracia aos poucos sendo destruída, pesticidas usados de forma alarmante. Vai dar merda! E uma merda que vai acabar em catástrofe. Espero, pelo bem do país, que o povo acorde logo :(
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2019.10.26 17:03 SeriousTap21 Manifestação em Santiago, no Chile, reúne cerca de 1 milhão (5% ~ da população)

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2019.10.25 15:12 Tetizeraz Não, o Reddit não está falando apenas de Hong Kong (e como se discutir Hong Kong fosse um problema)

Qualquer post que fale free Hong Kong pega front page fácil, eu mal vi um posto que tenha chego no mainstream do Reddit falando sobre o Chile . (link do post)

Falso.

Repetindo um comentário feito lá na outra thread
Em primeiro lugar é lógico que tem um viés estadunidense no Reddit, é um site americano e a maior parte dos usuários são americanos.
E é bom lembrar que os protestos só começaram a ser vistos aqui quando eles tomaram as ruas do país e um gif de 1 minuto não era o suficiente para mostrar a quantidade de gente envolvida. Isso foi em Junho, hoje em dia nem tem tanta gente nos protestos hoje em dia.
Dois, os americanos estão indignados com a história de HK em grande parte porque isso está colocando em evidência o quanto empresas e celebridades americanas estão se auto-censurando e abaixando a cabeça pra China, ou seja, apesar do protesto ser na China eles estão vendo como isso está impactando a vida deles.
Também é bom lembrar que há uma grande população de chineses nos Estados Unidos, de diferentes épocas - tem gente da época da exploração de ouro, tem gente que saiu da China na época das guerras civis, e tem os chineses atuais, mais alinhados ao governo chinês.
Três, a China é um regime totalitário e uma superpotência, o fracasso ou sucesso dos protestos podem ter muito impacto na forma como outros países vão lidar com a China no futuro.
Não que os protestos do Chile não sejam importantes, mas são questões internas em um país democrático, teve início mais recente e o governo já está fazendo várias concessões. Que bom pra eles que estão lutando pelos próprios direitos, mas o fato é que o que está acontecendo lá [no Chile] não afeta muita gente no resto do mundo, logo não vai ter a mesma cobertura.
As teorias da conspiração não fazem sentido, pois é fácil de demonstrar que é falso, como fiz lá no começo. E dá pra contra argumentar que não se fala dos protestos em outros países (Líbano, Indonésia).
Se é oposição, novamente, não faz muito sentido, afinal de contas não é difícil encontrar notícias ou vídeos mostrando a violência policial por lá. É mais fácil ser honesto e dizer que você apoia a China, mas ficar dizendo que os manifestantes são "liberais safados" não vai ajudar ninguém, já que você não está explicando o motivo dos protestantes estarem errados.

Estou prevendo um ou outro comentário tentando comparar também com a cobertura da Venezuela aqui no Reddit. Se você pesquisar um pouco, a maioria dos posts sobre a Venezuela com muitos upvotes seguem uma linha geral de apoiar protestos ou condenar violência do exército, que é a mesma coisa com o Chile, com os protestos pró-Catalunha, entre outros protestos.
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2019.10.23 17:40 odones Por que diabos as pessoas se importam com Desigualdade?

Esses acontecimentos no Chile me fizeram pensar sobre isso. O que importa um país ser desigual ou não?
Imagina um país A onde não existam pobres, apenas ricos, mas é um país extremamente desigual (uns ricos ganham muito mais que os outros). Agora um país B onde só existam pobres mas não existe desigualdade. Tenho certeza que todo mundo preferiria viver no país A.
Existem muitas razões para as pessoas se revoltarem:
Agora... desigualdade??? Isso é algo que não afeta em nada a vida de uma pessoa. Ninguém acorda um dia e pensa "caralho, eu to cansado dessa desigualdade nesse país, to puto", porque desigualdade é um termo relativo, é uma comparação com outras pessoas. "Sou um pobre fudido, mas to feliz porque todo mundo é pobre também", não faz sentido. O fato de outra pessoa ser mais rica que você não muda em nada sua vida. O que importa é o que você tem, por isso faz sentido combater a pobreza, mas não a desigualdade. Se a população é pobre, expulsar os ricos do país vai fazer a desigualdade cair... mas o que isso adianta pra quem é pobre? A vida dele não mudou em nada.
Parece que veio um diabinho e falou no ouvido do cidadão "você tem uma vida boa aí né? Mas aquele cara tem muito mais que você, eu não acho isso justo, e você?". E aí tu para pra pensar e é a mesma história de sempre da esquerda. Eles não querem ajudar os pobres (na verdade eles precisam que os pobres continuem pobres), eles só querem gerar uma guerra de classes, pobres vs ricos, ricos vs mais ricos, é sempre assim, tem um um grupo que precisa combater um grupo "mais opressor" mesmo que isso não melhore em nada a vida do grupo "mais oprimido". Na verdade, geralmente costuma piorar.

tl;dr; O conceito de desigualdade é a maior besteira que já foi inventada e as pessoas aceitam essa ideia sem questionar.
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2019.10.22 16:41 slimpedroca Não tá entendendo o que tá acontecendo no Chile? Leia esse texto

O texto abaixo é de autoria do sociólogo Otavio Rojas, que está em Santiago, capital do Chile. Foi publicado como post no Facebook na noite de domingo e reproduzido em vários sites de esquerda (não vou colocar o link do Facebook aqui porque as regras do Brasil não permitem). É uma análise e explicação do que está ocorrendo no Chile e vai até meados do domingo. Ele não postou nenhuma atualização desde então. Além do texto, há um podcast da análise, para quem preferir.
Sobre o viés de esquerda do texto: sim, ele tem um viés de esquerda. É um sociólogo de esquerda escrevendo, claro que tem um viés de esquerda.
Notícias do Chile
Como muitos já estão acompanhando, há uma verdadeira rebelião popular em curso no Chile. O país que era o exemplo sul-americano de estabilidade e modernidade explodiu.
Quero contar um pouco de como estão as coisas por aqui desde o início da rebelião.
Na semana passada o governo anunciou um aumento da passagem dos ônibus e metrôs de Santiago. O aumento anunciado foi de 30 pesos, mais ou menos 4 centavos de dólar. Um valor irrisório, se não fosse só a ponta do iceberg. No entanto, o buraco é mais embaixo, como dizemos no Brasil.
O Chile foi um dos berços ou laboratórios do que se conhece como neoliberalismo. Aqui, desde a ditadura de Pinochet, todo o plano econômico dos neoliberais da Escola de Chicago foi implementado desde fins da década de 1970. A maioria dos serviços públicos foi privatizada. As universidades públicas são todas pagas. No Brasil, temos a ideia de que algo público é gratuito, mas isso não é assim em vários países. No Chile, uma mensalidade em uma universidade pública pode custar mais do que em uma universidade privada. Como os salários das famílias são muito baixos (mais de 50% da população vive com menos de salário mínimo), as famílias não têm dinheiro para pagar as mensalidades. Isso gerou, há anos, um enorme problema de endividamento dos estudantes e de suas famílias. Aqui, um estudante que termina seu curso universitário pode passar 10 ou 15 anos pagando os empréstimos que tomou.
A saúde pública também é paga. Não existe um SUS. Os hospitais públicos são caóticos, todos os anos morrem milhares de pessoas nas filas de espera. Quem tem dinheiro para pagar um plano de saúde privado acaba comprometendo grande parte de sua renda nisso, já que os planos não cobrem todos os gastos de atendimento hospitalar, internações, cirurgias, etc. Se uma pessoa fica doente e se salva, seguramente sairá com uma enorme dívida que terá que pagar pelos próximos anos.
Os direitos trabalhistas foram destruídos pela ditadura. A jornada de trabalho é de 45 horas, as férias são de 15 dias, os trabalhadores têm meia hora de almoço. A maioria dos sindicatos não têm nenhum poder de negociação, já que dentro de uma mesma empresa é permitida a existência de muitos sindicatos do mesmo setor (dentro de uma mina, por exemplo, podem existir 20 ou 30 sindicatos). O resultado disso é que os patrões fazem o que querem. A possibilidade de reação dos trabalhadores é pequena. E quando há sindicatos fortes, estão na mão de burocratas que defendem mais os patrões do que os trabalhadores.
Uma das heranças mais nefastas da ditadura é o sistema de aposentadorias. Todo o sistema é privado. A aposentadoria dos trabalhadores é administrada pelas AFPs, Administradoras dos Fundos de Pensão. São empresas privadas que utilizam a enorme quantidade de recursos que é descontada todos os meses dos salários dos trabalhadores para lucrar. O dinheiro das aposentadorias é utilizado para financiar os negócios dos próprios empresários, comprar ações de empresas, etc. Os próprios donos das AFPs, que também são donos de muitas outras empresas, bancos, seguradoras, etc., utilizam esse dinheiro para financiar, com baixíssimas taxas de juros, seus outros negócios. É uma mina de ouro. Esse é o modelo de capitalização individual que Bolsonaro e Guedes quiseram implementar já com essa Reforma da Previdência no Brasil. Ainda não conseguiram, mas o projeto virá logo mais. Trata-se de destruir o sistema público (INSS) para que as empresas privadas administrem o dinheiro acumulado pelos trabalhadores. A lógica das AFPs é nefasta. Essa enorme soma de recursos é investida no mercado. Se há ganhos, isso fica pros acionistas das AFPs, se há perdas, esse dinheiro é retirado da aposentadoria dos trabalhadores. E o pior, a maioria dos trabalhadores se aposenta com menos de 30% do que recebia antes. Isso explica em grande parte o enorme aumento do número de suicídios de idosos na última década.
Nos últimos anos milhões de chilenos saíram às ruas de forma pacífica contra as AFPs e defendendo a volta de um sistema público de aposentadorias (como o nosso INSS). A resposta dos governos (de “esquerda” e de direita) foi fazer promessas e não mudar nenhuma vírgula. Agora, pior, o governo de Piñera (atual presidente) mandou ao Congresso uma reforma que entrega ainda mais dinheiro para as empresas.
Nas principais empresas do país, a exploração é brutal. O Chile é o maior produtor de cobre do mundo. Os mineiros, com um longo histórico de lutas, e suas famílias, sofrem diariamente as consequências mais nefastas da mineração – as doenças pulmonares (como a silicose), doenças musculares, psicológicas, etc. Muitos mineiros trabalham longe de suas casas, em turnos de 10/10 (10 dias de trabalho, 10 de descanso), o que os leva a ter uma dinâmica familiar muito difícil e penosa.
A situação do principal povo originário, os mapuches, é dramática. Há séculos esse povo vem resistindo às ofensivas dos empresários e do Estado para tomar suas terras, que se concentram principalmente na região sul (a mais fértil) do país. Há séculos há uma verdadeira guerra contra os mapuches.
Dito tudo isso, agora podemos voltar ao aumento da passagem.
Na semana passada, então, o governo decidiu aumentar o preço da passagem. Um trabalhador ou uma trabalhadora que toma dois metrôs por dia pode chegar a gastar em um mês, 1/6 do salário mínimo.
O aumento, claro, não foi bem recebido. Nos dias seguintes ao anúncio, muitos estudantes secundaristas começaram a convocar “pulas-catracas” nos metrôs. O movimento se massificou. O governo respondeu dizendo que não ia diminuir o preço da passagem e colocou a polícia nas estações de metrô. Daí pra frente a coisa foi piorando. Muitos vídeos mostram a polícia jogando bombas de gás lacrimogênio dentro das estações, crianças vomitando, mães chorando, policiais empurrando estudantes pelas escadas. Obviamente o efeito dessas ações foi o aumento das manifestações.
Na sexta-feira (18) o governo militarizou completamente as estações, diante das convocatórias massivas dos estudantes. No horário de pico de saída dos trabalhadores, 18h-19h, o governo resolveu fechar as estações para evitar os pulas-catracas. Essa decisão fez com que milhares de trabalhadores não pudessem voltar às suas casas e tivessem que caminhar. Isso gerou manifestações espontâneas em várias partes da cidade. Na sexta a noite, os conflitos mais violentos começaram.
Em todos os bairros começaram os protestos e confrontos com a polícia. De noite, a coisa já tinha se generalizado. Em todos os bairros da capital já havia protestos. As famílias se somaram à juventude. A polícia reprimiu e reprimiu. A revolta tomou um caráter mais violento. Nessa noite, 16 estações de metrô e um enorme edifício da empresa de energia Enel (localizado na principal avenida de Santiago) foram queimados, houve saques em alguns supermercados e barricadas por toda a cidade. A polícia já não conseguia mais controlar as manifestações.
Na noite de sexta-feira, diante de uma enorme rebelião popular, o governo anuncia o Estado de Emergência na cidade, restringindo os direitos a manifestação e reuniões e passando o controle da cidade às mãos de um general. As Forças Armadas são autorizadas a ocupar a cidade. Mais de 300 pessoas são presas.
A intervenção das Forças Armadas jogou ainda mais lenha na fogueira. Aqui há uma enorme raiva de amplos setores sociais contra as Forças Armadas pelo papel que tiveram na ditadura – os milhares de torturados, assassinados e desaparecidos. A maioria dos militares envolvidos nesses casos nunca foi punida.
A noite de sexta-feira foi de conflitos e barricadas. Não sabíamos como iria amanhecer o dia seguinte. A presença das Forças Armadas seguramente intimidaria os manifestantes, pensava o governo. Nada mais equivocado.
No sábado a cidade amanheceu com panelaços e conflitos em praticamente todos os setores populares e alguns bairros de classe-média. Os conflitos agora não eram só com os policiais, mas com as próprias Forças Armadas. Ontem (sábado), os protestos se expandiram para todo o país, de norte a sul, de Arica a Magallanes. O governo decretou estado de Emergência em Valparaíso (cidade portuária com longa trajetória de lutas) e Concepción (uma das principais cidades do sul). Em Santiago, muitos supermercados de grandes empresas (Wallmart, por exemplo) foram saqueados ou queimados. Em um dos incêndios, três pessoas morreram queimadas. Muitas farmácias e grandes lojas foram saqueadas.
Sobre os saques, há cenas muito interessantes. Muitos deles foram protagonizados por famílias e pela população em geral. Em um vídeo que circula pela internet é possível ver um jovem lúmpen que sai carregando uma enorme televisão. Os trabalhadores que organizavam a barricada, ao ver o jovem saindo com a televisão, tomam-na de suas mãos e a atiram na fogueira da barricada. O televisor começa a arder em chamas. Os alimentos saqueados, em vários lugares, foram repartidos pelos trabalhadores presentes nas barricadas.
O processo é totalmente espontâneo e sem direção. Os partidos tradicionais não conseguem controlá-lo. O governo está perdido. Ontem, teve que retroceder e declarou a revogação do aumento da passagem. Ao mesmo tempo, o general encarregado de Santiago, anunciou um toque de recolher a partir das 22h. Nada poderia enfurecer ainda mais a população, que saiu às ruas massivamente após o toque de recolher e passou a noite nas barricadas enfrentando-se com a polícia e o exército. Os protestos ganharam muito apoio popular, apesar da campanha dos grandes meios de comunicação para criminalizar os “vândalos” que estavam queimando os metrôs e saqueando os supermercados. Entre os trabalhadores se armou também um grande debate sobre as táticas que devem ser utilizadas no movimento, já que a destruição do transporte público ou outros espaços públicos seguramente acabará significando uma perda para a própria população. Mas a raiva foi incontrolável.
Os vídeos da brutalidade policial e do exército circulam sem parar. Ontem, a cidade de Valparaíso, uma das mais combativas do país, foi completamente ocupada por tropas do exército. Os conflitos se estenderam por toda a noite de ontem. Muitos panelaços foram realizados de norte a sul do país.
Hoje o dia amanheceu relativamente tranquilo. Alguns ônibus circulavam por Santiago. O aeroporto, no entanto, não funcionou. Muitos voos foram cancelados, o que está gerando um colapso. Logo no início da manhã começaram as concentrações nas praças e outros lugares públicos. Na emblemática Plaza Itália, os conflitos com o exército e a polícia não pararam um minuto. Mais incêndios, mais saques, muitas barricadas. O governo novamente anunciou o toque de recolher para as 19h (há duas horas).
Um novo fenômeno começou a aparecer. Grupos armados de traficantes ou relacionados com a própria polícia começam a assustar as populações mais combativas, atacar feiras e outros pequenos negócios. Há notícias de corte de água em vários lugares de Santiago. Os vídeos da brutalidade das Forças Armadas não param de circular. Se ainda não há nenhum assassinado pela pelas forças militares ou paramilitares, essa é uma possibilidade grande nas próximas horas ou dias.
A fúria popular é enorme e não parece que diminuirá tão cedo. O governo não tem outra resposta além da repressão. Já são 9 mil militares distribuídos pelas cidades ocupadas.
Enquanto escrevo essas linhas, escuto gritos, tiros e bombas ao lado de fora do lugar onde estou.
Bem vindos ao Chile, um oásis de modernidade e estabilidade da América Latina.
(Nos últimos minutos o governo anunciou que já subiu para 7 o número de mortos, que vai aumentar a repressão e ampliar o estado de Emergência para mais regiões)
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2019.10.22 12:03 williambotter Protestos no Chile reforçam insatisfação da população com aumento de tarifas

Protestos no Chile reforçam insatisfação da população com aumento de tarifas submitted by williambotter to brasilnoticias [link] [comments]


2019.10.21 13:53 meucat Grupo de Puebla - finalmente alguém no Brasil começa a acordar. Até agora nenhum médio sequer tocou no assunto.

Não vi o Estadão, Veja, Folha, Globo ou qualquer outro médio sequer mencionar este sucessor do Foro de São Paulo , que é o verdadeiro responsável dos desmanes no Chile, Equador e outros lugares.
Aqui explicam bem o papel que tem muitos jornais digitais como El Pais, RT e outros tipo 247 e Carta Capital no Brasil para sustentar o esquema da chamada "Guerra Hibrida".
No Twitter por exemplo RT continuamente solta noticias do tipo "No Chile o crescimento não alcançou a toda a população por isto a revolta da gente" , logo seguido por centenas de "bots" dando a razão ao texto.
Um esquema muito eficiente de redes sociais pelo jeito, pois o próprio presidente do Chile disse agora pouco que está enfrentando um inimigo poderoso.
http://www.defesanet.com.bghbnoticia/34608/Grupo-de-Puebla--Nova-estrutura-substitui-o-Foro-de-Sao-Paulo-para-a-retomada-do-Pode
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2019.06.28 19:07 guilderbor O Brasil nunca será rico como exportador de commodities

Alguns países são desenvolvidos e são exportadores de commodities como a Austrália e o Chile. Entretanto, esses países são raros (ver mapa) e com uma proporção de riquezas sobre a população local maior do que a do Brasil.
Para aumentarmos nossas exportações sem que se aumente o valor agregado dos produtos que produzimos, o único caminho seria aumentar nossa participação no mercado global. Para chegarmos a um patamar próximo aos de países desenvolvidos precisaríamos pelo menos dobrar o tamanho de nossa economia no mundo, o que seria passar de aproximadamente 1,25% para 2,5% do comércio global. A participação da Austrália no mercado global é de 1,3%, próxima a do Brasil, uma participação de 2,5% é próxima a de países como o Canadá, a França e o Reino Unido, todos exportadores de bens industrializados. Não existe na história um país que tenha chegado nesse patamar de participação no comércio global como exportador de commodities.
http://stat.wto.org/CountryProfile/WSDBCountryPFView.aspx?Language=E&Country=AU%2cBR%2cCL%2cFR%2cGB%2cCA
https://unctad.org/en/pages/PublicationWebflyer.aspx?publicationid=2439
https://i.redd.it/4va08pgiit031.jpg
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